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Estatísticas

Estatísticas periódicas


Indicadores trimestrais de intermediação financeira

2º trimestre de 2020


Execução de ordens por conta de outrem

No segundo trimestre de 2020, o volume de ordens executadas no mercado a contado pelos intermediários financeiros a operar em Portugal totalizou 33.688,2 milhões de euros, mais 4,6% do que no trimestre anterior e mais 54,7% do que em igual período de 2019.

As ordens executadas sobre dívida privada e dívida pública cresceram face ao primeiro trimestre, respetivamente 40,2% e 0,5%, enquanto sobre ações recuaram 5,1%.

As transações realizadas fora de mercado representaram 23,6% do total de ordens, tendo aumentado 35,3% para 7.961,8 milhões de euros. A internalização de ordens caiu 6,6%, para 12.758,9 milhões de euros. As transações nos mercados nacionais pesaram 4,5% do total no segundo trimestre e ascenderam a 1.529,3 milhões de euros, menos 18,4% do que nos três meses anteriores.

O Banco Comercial Português foi o intermediário financeiro com a quota de mercado mais elevada (32,6%) no segmento de ações, seguido do Banco Santander Totta (17,4%) e do Caixa - Banco de Investimento (12,7%). Nas ordens sobre dívida pública liderou o BNP Paribas - Sucursal em Portugal (98,8%), seguido do Banco Santander Totta, com uma quota de mercado de 0,8%, e do Caixa - Banco de Investimento (0,2%). Já nas ordens sobre dívida privada, o BNP Paribas - Sucursal em Portugal teve a maior quota de mercado, com 95,4%, seguido do Banco Santander Totta (3,7%) e do Banco Comercial Português (0,2%).

No mercado a prazo, o valor transacionado entre abril e junho totalizou 33.202,3 milhões de euros, mais 29,7% do que nos três meses anteriores e menos 16,6% face ao valor registado em igual período de 2019. Os CFDs representaram 58,9% do total de ordens executadas neste mercado, tendo o valor negociado neste instrumento financeiro sido de 19.545,1 milhões de euros. Os contratos de futuros pesaram 0,3% do total, as opções pesaram 9,1% e os outros derivados 31,7%.

Os contratos de derivados foram o ativo subjacente mais procurado no período considerado (54,9% do total), com o valor das ordens a totalizar 18.233,0 milhões de euros.

As ordens sobre derivados foram sobretudo executadas fora de mercado (55,1% do total), enquanto 42,7% foram internalizadas, 0,3% executadas nos mercados nacionais e 1,8% nos mercados internacionais.

Receção de ordens por conta de outrem

Entre abril e junho, o valor das ordens recebidas no mercado a contado pelos intermediários financeiros registados na CMVM totalizou 36.525,2 milhões de euros, mais 9,7% do que nos três meses anteriores e mais 57,2% quando comparado com o período homólogo de 2019.  

Os investidores residentes foram responsáveis por 37,8% do valor das ordens recebidas, num total de 13.801,3 milhões de euros, um aumento de 26,7% face ao primeiro trimestre. Já as ordens dos investidores não residentes cresceram 1,5% para 22.723,9 milhões.

A dívida pública foi o ativo financeiro mais procurado (65,9% do total), com um aumento trimestral de 7,5%, seguida dos títulos sobre dívida privada e ações, que atingiram, respetivamente, 5.972,6 milhões de euros e 5.014,4 milhões. 

Quanto ao investimento por país, França recebeu 36,5% do valor das ordens (5.855,6 milhões de euros), seguido de Reino Unido (20,9%) e de Portugal (19,3%).

Os canais tradicionais (telefone, fax, presencial) continuaram a ser os mais utilizados para a transmissão de ordens (73,9% do total). A utilização da Internet para transmissão de ordens teve uma subida trimestral de 12,1%.

No mercado a prazo, o volume das ordens recebidas por intermediários financeiros situou-se em 47.641,2 milhões de euros, uma subida de 2,0% face aos três meses anteriores. Os CFDs (62,7% do total) e os futuros (11,6%) foram os instrumentos financeiros mais utilizados pelos investidores no período considerado, enquanto ao nível dos ativos subjacentes, as preferências recaíram sobre os contratos de derivados (38,3%) e as taxas de câmbio (19,2%).

Negociação por conta própria

No mercado a contado, o valor transacionado pelos intermediários financeiros por conta própria desceu 43,8% para 36.759,9 milhões de euros no segundo trimestre de 2020, em relação aos três meses anteriores, tendo recuado 39,5% face ao período homólogo.

A dívida pública foi o valor mobiliário mais procurado para negociação por conta própria, 63,8% do total. As transações de títulos de dívida privada decresceram 21,0% no período considerado para 5.976,0 milhões de euros.

No segmento acionista, o valor negociado por conta própria subiu 157,1% em relação ao primeiro trimestre de 2020, tendo aumentado 106,1% face ao período homólogo. Os títulos nacionais mais transacionados foram os da NOS (54,9% do total), da Sonae (2,4%) e do BCP (0,4%).

No mercado a prazo, o valor das transações por conta própria desceu 51,5%, para 8.320,2 milhões de euros. Deste montante, 85,4% teve como finalidade a negociação, enquanto 14,6% se destinou ao hedging.

Os contratos de futuros foram o instrumento financeiro derivado mais utilizado nas carteiras de negociação, representando 81,4% do valor dos negócios. As taxas de juro de curto prazo e os índices foram os ativos subjacentes preferenciais dos intermediários financeiros, representando, respetivamente, 20,6% e 18,0% do total dos derivados.

Concessão de crédito para a realização de operações sobre valores mobiliários

O montante utilizado[1] dos créditos concedidos para a realização de operações sobre valores mobiliários totalizou 1.390,0 milhões de euros entre abril e junho, menos 0,3% do que nos três meses anteriores. Deste montante, 34,5% foi concedido pelo ABANCA - Sucursal em Portugal, 32,8% pela Caixa Geral de Depósitos e 25,0% pelo Banco Comercial Português.

Registo e depósito de valores mobiliários por conta de outrem

O montante de registo e depósito de valores mobiliários por conta de outrem situou-se em 234.811,2 milhões de euros no segundo trimestre deste ano, mais 1,1% do que nos três meses anteriores e mais 2,4% do que no período homólogo de 2019. Os clientes residentes representavam 78,7% do valor total no final de junho, sendo que 45,1% operaram nos mercados regulamentados.

Registo e depósito de valores mobiliários por conta própria

O montante de registo e depósito de valores mobiliários por conta própria totalizou 136.621,9 milhões de euros no segundo trimestre, mais 6,6% do que no trimestre anterior e mais 3,8% do que no período homólogo. Os clientes residentes representavam 66,5% do montante total, sendo que 45,7% operaram nos mercados regulamentados. 

Situação patrimonial e indicadores económico-financeiros

As comissões líquidas cobradas pelas sociedades corretoras e sociedades financeiras de corretagem situaram-se em 2,5 milhões de euros no primeiro trimestre, o que representa uma subida de 2,9% face ao período homólogo. O ativo e passivo, ajustados de operações pendentes de liquidação, decresceram no mesmo período 19,0% e 22,6%, respetivamente.

Os capitais próprios e equiparados dos intermediários financeiros representaram 18,9% do passivo no final de março, contra 13,5% em igual período do ano anterior. A rendibilidade dos capitais próprios foi de 0,6%, contra 3,0% em março de 2019.

  


 [1] O montante utilizado é calculado com base no saldo registado no trimestre anterior, adicionado dos valores utilizados e subtraído das amortizações verificadas trimestre.