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Estatísticas

Estatísticas periódicas


Indicadores trimestrais de intermediação financeira

4º trimestre de 2019


Execução de ordens por conta de outrem

No quarto trimestre de 2019, o volume de ordens executadas no mercado a contado pelos intermediários financeiros a operar em Portugal totalizou 19.190,7 milhões de euros, menos 8,9% do que no trimestre anterior e mais 42,8% do que em igual período de 2018.

As ordens executadas sobre dívida privada e dívida pública decresceram face ao terceiro trimestre do ano, respetivamente 9,2% e 11,9%, enquanto as sobre ações aumentaram 20,2%.

As transações realizadas fora de mercado representaram 31,9% do total de ordens, tendo aumentado 22,1% para 6.112,5 milhões de euros. A internalização de ordens caiu 14,9%, para 7.685,8 milhões de euros. As transações nos mercados nacionais pesaram 8,2% do total no quarto trimestre e ascenderam a 1.572,7 milhões de euros, mais 8,6% do que nos três meses anteriores.

O Banco Comercial Português foi o intermediário financeiro com a quota de mercado mais elevada (37,0%) no segmento de ações, seguido do Banco de Investimento Global (16,0%) e do Caixa - Banco de Investimento (13,2%). Nas ordens sobre dívida pública liderou o BNP Paribas - Sucursal em Portugal (97,4%), seguido do Banco Comercial Português, com uma quota de mercado de 1,1% e do Caixa – Banco de Investimento (0,8%). Já nas ordens sobre dívida privada, o BNP Paribas - Sucursal em Portugal teve a maior quota de mercado, com 72,3%, seguido do Banco Santander Totta (17,4%) e do Haitong Bank (5,5%).

No mercado a prazo, o valor transacionado entre outubro e dezembro totalizou 11.427,2 milhões de euros, menos 65,7% do que nos três meses anteriores e mais 180,4% face ao valor registado em igual período de 2018. Os CFDs representaram 46,6% do total de ordens executadas neste mercado, tendo o valor negociado neste instrumento financeiro sido de 5.320,9 milhões de euros. Os contratos de futuros pesaram 1,6% do total, as opções pesaram 17,6% e os outros derivados 34,3%.

Os contratos de derivados foram o ativo subjacente mais procurado no período considerado (48,6% do total), com o valor das ordens a totalizar 5.550,8 milhões de euros, seguidos das taxas de juro de curto prazo, que pesaram 29,2% nas decisões de investimento.

As ordens sobre derivados foram maioritariamente internalizadas (51,5% do total), enquanto 45,9% foram executadas fora de mercado, 1,6% foram executadas nos mercados nacionais e 1,1% nos mercados internacionais.

Receção de ordens por conta de outrem

Entre outubro e dezembro, o valor das ordens recebidas no mercado a contado pelos intermediários financeiros registados na CMVM totalizou 19.741,7 milhões de euros, menos 8,5% do que nos três meses anteriores e mais 23,1% quando comparado com o período homólogo de 2018.  

Os investidores residentes foram responsáveis por 45,7% do valor das ordens recebidas, num total de 9.017,8 milhões de euros, um aumento de 10,5% face ao terceiro trimestre deste ano. Já as ordens dos investidores não residentes decresceram 20,0% para 10.723,9 milhões.

A dívida pública foi o ativo financeiro mais procurado (65,3% do total), apesar do decréscimo trimestral de 11,5%, seguida dos títulos sobre dívida privada e de ações, que atingiram, respetivamente, 2.948,2 milhões de euros e 2.831,7 milhões. 

Quanto ao investimento por país, o Portugal recebeu 31,6% do valor das ordens (2.221,8 milhões de euros), seguido do Reino Unido (26,2%) e de França (20,0%).

Os canais tradicionais (telefone, fax, presencial) continuaram a ser os mais utilizados para a transmissão de ordens (75,6% do total). A utilização da Internet para transmissão de ordens teve uma subida trimestral de 6,2%.

No mercado a prazo, o volume das ordens recebidas por intermediários financeiros situou-se em 30.426,6 milhões de euros, uma diminuição de 42,5% face aos três meses anteriores. Os CFDs (52,2% do total) e os futuros (27,7%) foram os instrumentos financeiros mais utilizados pelos investidores no período considerado, enquanto ao nível dos ativos subjacentes, as preferências recaíram sobre os índices (29,3%) e as taxas de câmbio (27,3%).

Negociação por conta própria

No mercado a contado, o valor transacionado pelos intermediários financeiros por conta própria cresceu 3,2% para 50.458,2 milhões de euros no quarto trimestre de 2019, em relação aos três meses anteriores, tendo recuado 12,7% face ao período homólogo.

A dívida pública foi o valor mobiliário mais procurado para negociação por conta própria, 53,3% do total. As transações de títulos de dívida privada cresceram 224,1% no período considerado para 11.367,2 milhões de euros.

No segmento acionista, o valor negociado por conta própria cresceu 3,6% em relação ao terceiro trimestre, tendo recuado 24,2% face ao mesmo período de 2018. Os títulos nacionais mais transacionados foram os do BCP (25,7% do total), da Jerónimo Martins (9,7%) e da Galp (8,5%).

No mercado a prazo, o valor das transações por conta própria caiu 34,0%, para 7.146,7 milhões de euros. Deste montante, 81,6% teve como finalidade a negociação, enquanto 18,4% se destinou ao hedging.

Os contratos de futuros foram o instrumento financeiro derivado mais utilizado nas carteiras de negociação, representando a quase totalidade do valor dos negócios. As taxas de juro de médio e longo prazo e as taxas de juro de curto prazo foram os ativos subjacentes preferenciais dos intermediários financeiros, representando, respetivamente, 53,5% e 33,2% do total dos derivados.

Concessão de crédito para a realização de operações sobre valores mobiliários

O montante utilizado[1] dos créditos concedidos para a realização de operações sobre valores mobiliários totalizou 1.682,3 milhões de euros entre outubro e dezembro, menos 5,4% do que nos três meses anteriores. Deste montante, 42,0% foi concedido pelo ABANCA - Sucursal em Portugal, 27,1% pela Caixa Geral de Depósitos e 22,1% pelo Banco Comercial Português.

Registo e depósito de valores mobiliários por conta de outrem

O montante de registo e depósito de valores mobiliários por conta de outrem situou-se em 238.254,8 milhões de euros no quarto trimestre deste ano, mais 6,7% do que nos três meses anteriores e mais 5,7% do que no período homólogo de 2018. Os clientes residentes representavam 78,9% do valor total no final de dezembro, sendo que 46,0% operaram nos mercados regulamentados.

Registo e depósito de valores mobiliários por conta própria

O montante de registo e depósito de valores mobiliários por conta própria totalizou 125.573,3 milhões de euros no quarto trimestre, menos 4,3% do que no trimestre anterior e mais 11,9% do que no período homólogo. Os clientes residentes representavam 67,0% do montante total, sendo que 44,9% operaram nos mercados regulamentados. 

Situação patrimonial e indicadores económico-financeiros

As comissões líquidas cobradas pelas sociedades corretoras e sociedades financeiras de corretagem situaram-se em 7,5 milhões de euros no terceiro trimestre, o que representa uma descida de 19,1% face ao período homólogo. O ativo e passivo, ajustados de operações pendentes de liquidação, cresceram no mesmo período 6,7% e 8,1%, respetivamente.

Os capitais próprios e equiparados dos intermediários financeiros representaram 17,2% do passivo no final de setembro, contra 18,7% em igual período do ano anterior. A rendibilidade dos capitais próprios foi de 10,6%, contra 15,2% em setembro de 2018.  

  


 [1]O montante utilizado é calculado com base no saldo registado no trimestre anterior, adicionado dos valores utilizados e subtraído das amortizações verificadas trimestre.