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Estatísticas

Estatísticas periódicas


Indicadores trimestrais de intermediação financeira

3º trimestre de 2019

Execução de ordens por conta de outrem

No terceiro trimestre de 2019, o volume de ordens executadas no mercado a contado pelos intermediários financeiros a operar em Portugal totalizou 21.057,1 milhões de euros, menos 3,3% do que no trimestre anterior e mais 53,7% do que em igual período de 2018.

As ordens executadas sobre dívida privada, dívida pública e ações decresceram face ao segundo trimestre deste ano, respetivamente 14,6%, 0,9% e 10,0%.

As transações realizadas fora de mercado representaram 23,8% do total de ordens, tendo caído 2,4% para 5.007,9 milhões de euros. A internalização de ordens cresceu 3,5%, para 9.032,1 milhões de euros. As transações nos mercados nacionais pesaram 6,9% do total no terceiro trimestre e ascenderam a 1.448,1 milhões de euros, menos 10,0% do que nos três meses anteriores.

O Banco Comercial Português foi o intermediário financeiro com a quota de mercado mais elevada (35,4%) no segmento de ações, seguido do Caixa – Banco de Investimento (14,8%) e do Haitong Bank (12,6%). Nas ordens sobre dívida pública liderou o BNP Paribas – Sucursal em Portugal (97,8%), seguido do Banco Comercial Português, com uma quota de mercado de 0,8% e do Banco Santander Totta (0,6%). Já nas ordens sobre dívida privada, o BNP Paribas – Sucursal em Portugal teve a maior quota de mercado, com 88,8%, seguido do Banco Santander Totta (8,0%) e do Haitong Bank (1,8%).

No mercado a prazo, o valor transacionado entre julho e setembro totalizou 33.299,1 milhões de euros, menos 16,3% do que nos três meses anteriores e mais 925,8% face ao valor registado em igual período de 2018. Os CFDs representaram 21,3% do total de ordens executadas neste mercado, tendo o valor negociado neste instrumento financeiro sido de 7.083,3 milhões de euros. Os contratos de futuros pesaram 0,5% do total, as opções pesaram 13,1% e os outros derivados 65,2%.

As taxas de juro de curto prazo foram o ativo subjacente mais procurado no período considerado (63,4% do total), com o valor das ordens a totalizar 21.107,2 milhões de euros, seguidos dos contratos de derivados, que pesaram 26,7% nas decisões de investimento.

As ordens sobre derivados foram maioritariamente executadas nos mercados internacionais (47,0% do total), enquanto 20,6% foram executadas fora de mercado, 31,9% foram internalizadas e 0,5% foram nos mercados nacionais.

Receção de ordens por conta de outrem

Entre julho e setembro, o valor das ordens recebidas no mercado a contado pelos intermediários financeiros registados na CMVM totalizou 21.598,9 milhões de euros, menos 6,7% do que nos três meses anteriores e mais 31,9% quando comparado com o período homólogo de 2018.

Os investidores residentes foram responsáveis por 37,9% do valor das ordens recebidas, num total de 8.177,4 milhões de euros, um aumento de 10,9% face ao segundo trimestre deste ano. Já as ordens dos investidores não residentes decresceram 14,9% para 13.421,5 milhões.

A dívida pública foi o ativo financeiro mais procurado (67,4% do total), apesar do decréscimo trimestral de 4,9%, seguida dos títulos sobre dívida privada e de ações, que atingiram, respetivamente, 3.392,4 milhões de euros e 2.573,2 milhões. 

Quanto ao investimento por país, o Reino Unido recebeu 39,3% do valor das ordens (3.214,5 milhões de euros), seguido de Portugal (25,0%) e dos Estados Unidos (6,9%).

Os canais tradicionais (telefone, fax, presencial) continuam a ser os mais utilizados para a transmissão de ordens (71,8% do total). A utilização da Internet para transmissão de ordens teve um decréscimo trimestral de 2,7%.

No mercado a prazo, o volume das ordens recebidas por intermediários financeiros situou-se em 52.872,1 milhões de euros, uma diminuição de 5,2% face aos três meses anteriores. Os outros derivados (40,5% do total) e os CFDs (36,6% do total) foram os instrumentos financeiros mais utilizados pelos investidores no período considerado, enquanto ao nível dos ativos subjacentes, as preferências recaíram sobre as taxas de juro de curto prazo (39,2%) e os índices (18,5%).

Negociação por conta própria

No mercado a contado, o valor transacionado pelos intermediários financeiros por conta própria decresceu 19,5% para 48.894,9 milhões de euros no terceiro trimestre de 2019, em relação aos três meses anteriores, tendo aumentado 10,9% face ao período homólogo.

A dívida pública foi o valor mobiliário mais procurado para negociação por conta própria, 78,1% do total. As transações de títulos de dívida privada caíram 19,7% no período considerado para 3.507,2 milhões de euros.

No segmento acionista, o valor negociado por conta própria decresceu 18,0% em relação ao segundo trimestre, tendo recuado 49,8% face ao mesmo período de 2018. Os títulos nacionais mais transacionados foram os do BCP (41,7% do total), da Galp (17,0%) e da Mota Engil (7,6%).

No mercado a prazo, o valor das transações por conta própria caiu 15,0%, para 10.834,1 milhões de euros. Deste montante, 87,1% teve como finalidade a negociação, enquanto 12,9% se destinou ao hedging.

Os contratos de futuros foram o instrumento financeiro derivado mais utilizado nas carteiras de negociação, representando a quase totalidade do valor dos negócios. As taxas de juro de curto prazo e as taxas de juro de médio e longo prazo foram os ativos subjacentes preferenciais dos intermediários financeiros, representando, respetivamente, 44,4% e 43,8% do total dos derivados.

Concessão de crédito para a realização de operações sobre valores mobiliários

O montante utilizado[1] dos créditos concedidos para a realização de operações sobre valores mobiliários totalizou 1.798,2 milhões de euros entre julho e setembro, menos 3,9% do que nos três meses anteriores. Deste montante, 42,3% foi concedido pelo ABANCA – Sucursal em Portugal, 26,2% pela Caixa Geral de Depósitos e 22,4% pelo Banco Comercial Português.

Registo e depósito de valores mobiliários por conta de outrem

O montante de registo e depósito de valores mobiliários por conta de outrem situou-se em 223.292,5 milhões de euros no terceiro trimestre deste ano, menos 2,6% do que nos três meses anteriores e menos 1,8% do que no período homólogo de 2018. Os clientes residentes representavam 78,1% do valor total no final de setembro, sendo que 45,2% operaram nos mercados regulamentados.

Registo e depósito de valores mobiliários por conta própria

O montante de registo e depósito de valores mobiliários por conta própria totalizou 131.150,9 milhões de euros no terceiro trimestre, menos 0,4% do que no trimestre anterior e mais 15,2% do que no período homólogo. Os clientes residentes representavam 66,6% do montante total, sendo que 41,4% operaram nos mercados regulamentados. 

Situação patrimonial e indicadores económico-financeiros

As comissões líquidas cobradas pelas sociedades corretoras e sociedades financeiras de corretagem situaram-se em 5,4 milhões de euros no segundo trimestre, o que representa uma descida de 16,1% face ao período homólogo. O ativo e passivo, ajustados de operações pendentes de liquidação, cresceram no mesmo período 4,2% e 4,7%, respetivamente.

Os capitais próprios e equiparados dos intermediários financeiros representaram 16,9% do passivo no final de junho, contra 17,6% em igual período do ano anterior. A rendibilidade dos capitais próprios foi de 10,9%, contra 11,3% em junho de 2018.

 

 


 [1]O montante utilizado é calculado com base no saldo registado no trimestre anterior, adicionado dos valores utilizados e subtraído das amortizações verificadas trimestre.