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Estatísticas

Estatísticas periódicas


Indicadores trimestrais de intermediação financeira

2º trimestre de 2019

 

Execução de ordens por conta de outrem

No segundo trimestre de 2019, o volume de ordens executadas no mercado a contado pelos intermediários financeiros a operar em Portugal totalizou 21.782,5 milhões de euros, mais 16,2% do que no trimestre anterior e mais 11,5% do que em igual período de 2018.

As ordens executadas sobre dívida privada e dívida pública cresceram face ao primeiro trimestre deste ano, respetivamente 9,4% e 21,8%, enquanto sobre ações caíram 6,3%.

As transações realizadas fora de mercado representaram 23,6% do total de ordens, tendo caído 19,1% para 5.130,4 milhões de euros. A internalização de ordens caiu 17,7%, para 8.725,6 milhões de euros. As transações nos mercados nacionais pesaram 7,4% do total no segundo trimestre e ascenderam a 1.608,5 milhões de euros, mais 10,5% do que nos três meses anteriores.

O Banco Comercial Português foi o intermediário financeiro com a quota de mercado mais elevada (30,7%) no segmento de ações, seguido do Caixa – Banco de Investimento (15,2%) e do Haitong Bank (11,7%). Nas ordens sobre dívida pública liderou o BNP Paribas – Sucursal em Portugal (97,4%), seguido do Banco Comercial Português, com uma quota de mercado de 0,9% e do Banco LJ Carregosa (0,6%). Já nas ordens sobre dívida privada, o BNP Paribas – Sucursal em Portugal teve a maior quota de mercado, com 80,8%, seguido do Banco Santander Totta (14,9%) e do Haitong Bank (1,8%).

No mercado a prazo, o valor transacionado entre abril e junho totalizou 39.664,7 milhões de euros, mais 810,9% do que nos três meses anteriores e mais 404,5% face ao valor registado em igual período de 2018. Os CFDs representaram 11,9% do total de ordens executadas neste mercado, tendo o valor negociado neste instrumento financeiro sido de 4.709,1 milhões de euros. Os contratos de futuros pesaram 0,1% do total e os outros derivados 71,9%.

As taxas de juro de curto prazo foram o ativo subjacente mais procurado no período considerado (71,8% do total), com o valor das ordens a totalizar 28.493,1 milhões de euros, seguidos dos contratos de derivados, que pesaram 23,9% nas decisões de investimento.

As ordens sobre derivados foram maioritariamente executadas nos mercados internacionais (46,5% do total), enquanto 11,9% foram executadas fora de mercado, 41,4% foram internalizadas e 0,1% foram nos mercados nacionais.

Receção de ordens por conta de outrem

Entre abril e junho, o valor das ordens recebidas no mercado a contado pelos intermediários financeiros registados na CMVM totalizou 23.116,9 milhões de euros, mais 15,6% do que nos três meses anteriores e mais 1,5% quando comparado com o período homólogo de 2018.

Os investidores residentes foram responsáveis por 31,7% do valor das ordens recebidas, num total de 7.338,5 milhões de euros, uma descida de 15,1% face ao primeiro trimestre deste ano. Já as ordens dos investidores não residentes cresceram 39,0% para 15.778,4 milhões.

A dívida pública foi o ativo financeiro mais procurado (66,2% do total), tendo registado um aumento trimestral de 24,9%, seguida dos títulos sobre dívida privada e de ações, que atingiram, respetivamente, 3.697,1 milhões de euros e 2.683,2 milhões. 

Quanto ao investimento por país, o Reino Unido recebeu 27,9% do valor das ordens (2.642,4 milhões de euros), seguido de Portugal (21,7%) e dos Estados Unidos (5,1%).

Os canais tradicionais (telefone, fax, presencial) continuam a ser os mais utilizados para a transmissão de ordens (78,0% do total). A utilização da Internet para transmissão de ordens teve um crescimento trimestral de 2,9%.

No mercado a prazo, o volume das ordens recebidas por intermediários financeiros situou-se em 56.414,1 milhões de euros, um aumento de 226,6% face aos três meses anteriores. Os outros derivados (50,1% do total) e os CFDs (25,3% do total) foram os instrumentos financeiros mais utilizados pelos investidores no período considerado, enquanto ao nível dos ativos subjacentes, as preferências recaíram sobre as taxas de juro de curto prazo (50,3%) e os contratos de derivados (16,8%).

Negociação por conta própria

No mercado a contado, o valor transacionado pelos intermediários financeiros por conta própria decresceu 21,6% para 60.711,0 milhões de euros no segundo trimestre de 2019, em relação aos três meses anteriores, tendo aumentado 1,5% face ao período homólogo.

A dívida pública foi o valor mobiliário mais procurado para negociação por conta própria, 76,3% do total. As transações de títulos de dívida privada caíram 37,0% no período considerado para 4.367,7 milhões de euros.

No segmento acionista, o valor negociado por conta própria cresceu 14,1% em relação ao primeiro trimestre, tendo recuado 58,8% face ao mesmo período de 2018. Os títulos nacionais mais transacionados foram os da Sonae (30,0% do total), da Altri (20,2%) e da Galp (8,2%).

No mercado a prazo, o valor das transações por conta própria caiu 3,4%, para 12.604,2 milhões de euros. Deste montante, 85,3% teve como finalidade a negociação, enquanto 14,7% se destinou ao hedging.

Os contratos de futuros foram o instrumento financeiro derivado mais utilizado nas carteiras de negociação, representando a quase totalidade do valor dos negócios. As taxas de juro de médio e longo prazo e as taxas de juro de curto prazo foram os ativos subjacentes preferenciais dos intermediários financeiros, representando, respetivamente, 65,4% e 26,3% do total dos derivados.

Concessão de crédito para a realização de operações sobre valores mobiliários

O montante utilizado[1] dos créditos concedidos para a realização de operações sobre valores mobiliários totalizou 1.871,2 milhões de euros em junho, menos 2,1% do que no trimestre anterior. Deste montante, 44,0% foi concedido pela ABANCA – Sucursal em Portugal e 25,2% pela Caixa Geral de Depósitos.

Registo e depósito de valores mobiliários por conta de outrem

O montante de registo e depósito de valores mobiliários por conta de outrem situou-se em 229.257,4 milhões de euros no segundo trimestre deste ano, menos 0,3% do que nos três meses anteriores e menos 4,7% do que no período homólogo de 2018. Os clientes residentes representavam 78,7% do valor total no final de junho, sendo que 46,0% operaram nos mercados regulamentados.

Registo e depósito de valores mobiliários por conta própria

O montante de registo e depósito de valores mobiliários por conta própria totalizou 131.639,4 milhões de euros no segundo trimestre, mais 12,9% do que no trimestre anterior e mais 15,2% do que no período homólogo. Os emitentes residentes representavam 71,4% do montante total, sendo que 39,6% operaram nos mercados regulamentados. 

Situação patrimonial e indicadores económico-financeiros

As comissões líquidas cobradas pelas sociedades corretoras e sociedades financeiras de corretagem situaram-se em 2,4 milhões de euros no primeiro trimestre, o que representa uma descida de 26,5% face ao período homólogo. O ativo e passivo, ajustados de operações pendentes de liquidação, cresceram no mesmo período 45,1% e 55,2%, respetivamente.

Os capitais próprios e equiparados dos intermediários financeiros representaram 13,5% do passivo no final de março, contra 21,6% em igual período do ano anterior. A rendibilidade dos capitais próprios foi de 2,9%, contra 5,7% em março de 2018.

  


  [1] O montante utilizado é calculado com base no saldo registado no final do primeiro trimestre de 2010, adicionado dos valores utilizados em cada trimestre e subtraído das amortizações realizadas pelos investidores.


 

[estatísticas e texto atualizados a 08.08.2019, na sequência da atualização de dados relativos à concessão de crédito para realização de operações sobre valores mobiliários]