CMVM
skip
Idioma
pageBackground
Estatísticas

Estatísticas periódicas


Indicadores trimestrais de gestão de ativos

1º trimestre de 2022



[estatísticas e texto atualizados a 27.05.2022]

O valor dos ativos sob gestão individual[1] e coletiva de carteiras em Portugal atingiu 69.128,3 milhões de euros no primeiro trimestre de 2022, menos 2.702,4 milhões do que no trimestre anterior e menos 9.518,4 milhões do que no período homólogo de 2021.

  • Gestão individual de ativos

O montante dos ativos sob gestão individual decresceu 3,6% face a dezembro, para 36.267,9 milhões de euros, e diminuiu 25,2% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Os valores mobiliários cotados e as unidades de participação representavam 89,9% das aplicações. O segmento de ações nacionais aumentou 5,5% face ao trimestre anterior e caiu 69,6% em relação ao primeiro trimestre de 2021, para 170,5 milhões de euros. As ações em carteira emitidas por entidades não residentes ascendiam a 1.146,2 milhões de euros no final de março, menos 5,7% do que em dezembro e mais 6,6% do que no período homólogo.

As aplicações em dívida pública nacional diminuíram 7,0% em relação ao final do quarto trimestre, para 6.529,7 milhões de euros, e os montantes aplicados em dívida pública estrangeira recuaram 2,5% face aos três meses anteriores e diminuíram 27,8% em relação ao período homólogo. As aplicações em obrigações emitidas por entidades nacionais caíram 3,4% no trimestre, para 113,0 milhões de euros, e as emitidas por entidades não residentes aumentaram 2,2% para 5.863,8 milhões de euros.

Portugal manteve-se como principal destino de investimento (18,8% do total), com uma queda trimestral de 6,7%, seguido de Alemanha, que cresceu 17,8% no trimestre, e de Espanha, que decresceu 11,9%.

A Caixa Gestão de Ativos liderava este segmento de mercado no trimestre, com uma quota de 24,8%, correspondente a 9.003,9 milhões de euros de ativos sob gestão, seguida da Santander Asset Management (15,8%) com 5.722,5 milhões, e do Banco Comercial Português (14,8%) com 5.361,9 milhões.

  • Gestão coletiva de carteiras

O valor gerido pelos organismos de investimento coletivo em valores mobiliários (OICVM), fundos de investimento alternativo mobiliário (FIA), fundos de investimento imobiliário (FII), fundos especiais de investimento imobiliário (FEII), fundos de gestão do património imobiliário (FUNGEPI) e fundos de titularização de créditos (FTC) totalizou 32.860,4 milhões de euros no primeiro trimestre (menos 3,9% do que nos três meses anteriores e mais 9,0% do que no período homólogo).

O investimento em ativos mobiliários, que engloba os OICVM e os FIA, totalizou 18.700,0 milhões de euros no final de março, o que representa uma descida de 5,8% face a dezembro e de subida 17,9% em relação ao período homólogo.

O valor das carteiras dos OICVM decresceu 5,9% face aos três meses anteriores, para 18.377,9 milhões de euros. Já os FIA diminuíram 2,6% para 322,1 milhões de euros. 

Nos OICVM, o valor sob gestão dos fundos de ações recuou 4,5%, o dos fundos de obrigações 6,9% e o dos fundos poupança reforma (FPR) 5,4%. Estas categorias de fundos estão entre as que mais pesam no valor global das carteiras. O valor dos fundos do mercado monetário teve um decréscimo trimestral de 0,6% e o valor sob gestão dos fundos flexíveis 1,2%.

Os principais destinos de investimento em valores mobiliários no exterior foram os Estados Unidos (captando 17,7% do total aplicado), a Alemanha (17,1%) e o Luxemburgo (10,2%). Portugal captou 4,4%, tendo 30,7% do valor das aplicações sido efetuado em ações, 18,0% em dívida pública e 39,6% em dívida privada.

A Caixa Gestão de Ativos foi a entidade gestora com a maior quota de mercado neste segmento (35,2%), seguida da IM Gestão de Ativos (21,3%) e da BPI Gestão de Ativos (17,3%).

No investimento em ativos imobiliários, efetuado através de FII e FEII, o valor sob gestão foi de 10.664,0 milhões de euros, recuando 0,2% face ao trimestre anterior. Nos fundos de gestão de património imobiliário (FUNGEPI) o montante sob gestão decresceu 18,3% face a dezembro, para 328,7 milhões de euros.

A Square Asset Management apresentava a quota de mercado mais elevada no trimestre (11,6%), seguida da Interfundos (10,7%) e da Caixa Gestão de Ativos (8,3%).

Os fundos de titularização de créditos (FTC) geriam 3.167,7 milhões de euros no final de março, menos 2,9% do que no trimestre anterior e menos 10,4% do que no período homólogo. Os créditos hipotecários, com um peso de 99,0% no total de investimentos, continuavam a ser o principal ativo em carteira, tendo descido 3,0% face ao trimestre anterior e 10,8% em relação ao mesmo período do ano anterior, para 3.136,1 milhões de euros.

  • Comercialização de OICVM estrangeiros

O valor sob gestão de OICVM estrangeiros comercializados por entidades registadas na CMVM foi de 7.186,4 milhões de euros no primeiro trimestre, menos 5% do que nos três meses anteriores e mais 20,2% do que no período homólogo.

O Abanca – Sucursal em Portugal tinha a quota de mercado mais elevada (18,8%), seguido do Banco Comercial Português (13,8%) e do Banco BPI (13,5%). 


[1] A gestão individual de ativos é o conjunto de valores que pertencem a um titular considerado individualmente. Também é designada como gestão de patrimónios ou gestão de carteiras por conta de outrem.