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Estatísticas

Estatísticas periódicas


Indicadores trimestrais de gestão de ativos

4º trimestre de 2021


[estatísticas e texto atualizados a 07.04.2022]

O valor dos ativos sob gestão individual[1] e coletiva de carteiras em Portugal atingiu 71.830,8 milhões de euros no quarto trimestre de 2021, mais 2.514,7 milhões do que no trimestre anterior e menos 6.134,5 milhões do que no período homólogo de 2020.


  • Gestão individual de ativos

O montante dos ativos sob gestão individual cresceu 2,3% face a setembro, para 37.623,4 milhões de euros, e diminuiu 23% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Os valores mobiliários cotados e as unidades de participação representavam 90,4% das aplicações. O segmento de ações nacionais aumentou 4,6% face ao trimestre anterior e caiu 71,4% em relação ao quarto trimestre de 2020, para 161,5 milhões de euros. As ações em carteira emitidas por entidades não residentes ascendiam a 1.215,8 milhões de euros no final de dezembro, mais 22,5% do que em setembro e mais 25,0% do que no período homólogo.

As aplicações em dívida pública nacional diminuíram 2,3% em relação ao final do terceiro trimestre, para 7.021,3 milhões de euros, e os montantes aplicados em dívida pública estrangeira aumentaram 1,6% face aos três meses anteriores e diminuíram 32,6% em relação ao período homólogo. As aplicações em obrigações emitidas por entidades nacionais caíram 15,0% no trimestre, para 117,1 milhões de euros, e as emitidas por entidades não residentes recuaram 1,6% para 5.738,7 milhões de euros.

Portugal manteve-se como principal destino de investimento (19,4% do total), com uma queda trimestral de 2,4%, seguido de Alemanha, que desceu 2,0% no trimestre, e de Espanha, que cresceu 1,7%.

A Caixa Gestão de Ativos liderava este segmento de mercado no trimestre, com uma quota de 25,2%, correspondente a 9.476,2 milhões de euros de ativos sob gestão, seguida da Santander Asset Management (15,7%) com 5.900,2 milhões, e do Banco Comercial Português (14,3%) com 5.377,5 milhões.


  • Gestão coletiva de carteiras

O valor gerido pelos organismos de investimento coletivo em valores mobiliários (OICVM), fundos de investimento alternativo mobiliário (FIA), fundos de investimento imobiliário (FII), fundos especiais de investimento imobiliário (FEII), fundos de gestão do património imobiliário (FUNGEPI) e fundos de titularização de créditos (FTC) totalizou 34.207,4 milhões de euros no quarto trimestre (mais 5,1% do que nos três meses anteriores e mais 17,4% do que no período homólogo).

O investimento em ativos mobiliários, que engloba os OICVM e os FIA, totalizou 19.859,3 milhões de euros no final de dezembro, o que representa uma subida de 8,0% face a setembro e de 35,4% em relação ao período homólogo.

O valor das carteiras dos OICVM cresceu 8,2% face aos três meses anteriores, para 19.528,2 milhões de euros. Já os FIA aumentaram 1,2% para 331,1 milhões de euros. 

Nos OICVM, o valor sob gestão dos fundos de ações aumentou 20,9%, o dos fundos de obrigações caiu 3,1% e o dos fundos poupança reforma (FPR) subiu 9,2%. Estas categorias de fundos estão entre as que mais pesam no valor global das carteiras. O valor dos fundos do mercado monetário teve um decréscimo trimestral de 3,4% e o valor sob gestão dos fundos flexíveis aumentou 8,8%.

Os principais destinos de investimento em valores mobiliários no exterior foram os Estados Unidos (captando 17,7% do total aplicado), a Alemanha (16,2%) e o Luxemburgo (12,0%). Portugal captou 4,0%, tendo 29,9% do valor das aplicações sido efetuado em ações, 13,1% em dívida pública e 42,7% em dívida privada.

A Caixa Gestão de Ativos foi a entidade gestora com a maior quota de mercado neste segmento (35,0%), seguida da IM Gestão de Ativos (21,7%) e da BPI Gestão de Ativos (17,1%).

No investimento em ativos imobiliários, efetuado através de FII e FEII, o valor sob gestão foi de 10.683,7 milhões de euros, subindo 2,8% face ao trimestre anterior. Nos fundos de gestão de património imobiliário (FUNGEPI) o montante sob gestão decresceu 2,7% face a setembro, para 402,3 milhões de euros.

A Square Asset Management apresentava a quota de mercado mais elevada no trimestre (11,5%), seguida da Interfundos (11,0%) e da Caixa Gestão de Ativos (8,3%).

Os fundos de titularização de créditos (FTC) geriam 3.262,1 milhões de euros no final de dezembro, menos 2,7% do que no trimestre anterior e menos 10,2% do que no período homólogo. Os créditos hipotecários, com um peso de 99,1% no total de investimentos, continuavam a ser o principal ativo em carteira, tendo descido 2,9% face ao trimestre anterior e 10,3% em relação ao mesmo período do ano anterior, para 3.233,7 milhões de euros.


  • Comercialização de OICVM estrangeiros

O valor sob gestão de OICVM estrangeiros comercializados por entidades registadas na CMVM foi de 7.566,0 milhões de euros no quarto trimestre, mais 5,5% do que nos três meses anteriores e mais 37,8% do que no período homólogo.

O Abanca – Sucursal em Portugal tinha a quota de mercado mais elevada (20,2%), seguido do Banco BPI (14,4%) e do Banco Comercial Português (13,9%).          

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[1] A gestão individual de ativos é o conjunto de valores que pertencem a um titular considerado individualmente. Também é designada como gestão de patrimónios ou gestão de carteiras por conta de outrem.