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Estatísticas

Estatísticas periódicas


Indicadores trimestrais de gestão de ativos

1º trimestre de 2021


O valor dos ativos sob gestão individual[1] e coletiva de carteiras em Portugal atingiu 78.647,6 milhões de euros no primeiro trimestre de 2021, mais 2.245,3 milhões do que no trimestre anterior e menos 11.911,1 milhões do que no período homólogo de 2019.

  • Gestão individual de ativos

O montante dos ativos sob gestão individual decresceu 0,7% face a dezembro, para 48.496,7 milhões de euros, e aumentou 3,0% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Os valores mobiliários cotados e as unidades de participação representavam 91,7% das aplicações. O segmento de ações nacionais diminuiu 0,9% face ao trimestre anterior e aumentou 32,8% em relação ao primeiro trimestre de 2020, para 560,1 milhões de euros. As ações em carteira emitidas por entidades não residentes ascendiam a 1.074,8 milhões de euros no final de março, mais 10,5% do que em dezembro e mais 44,6% do que no período homólogo.

As aplicações em dívida pública nacional diminuíram 2,3% em relação ao final do quarto trimestre, para 12.442,5 milhões de euros, e os montantes aplicados em dívida pública estrangeira decresceram 9,0% face aos três meses anteriores e 3,6% em relação ao período homólogo. As aplicações em obrigações emitidas por entidades nacionais caíram 2,2% no trimestre, para 395,2 milhões de euros, e as emitidas por entidades não residentes recuaram 3,6% para 8.868,7 milhões de euros.

Portugal manteve-se como principal destino de investimento (27,6% do total), com uma queda trimestral de 2,2%, seguido de Alemanha, que caiu 2,5% no trimestre, e de Itália, que decresceu 13,0%.

A BMO Portugal liderava este segmento de mercado no trimestre, com uma quota de 29,7%, correspondente a 14.407,4 milhões de euros de ativos sob gestão, seguida da Caixa Gestão de Ativos (19,9%) com 9.673,3 milhões, e da Santander Asset Management (11,8%) com 5.733,8 milhões.

  • Gestão coletiva de carteiras

O valor gerido pelos organismos de investimento coletivo em valores mobiliários (OICVM), fundos de investimento alternativo mobiliário (FIA), fundos de investimento imobiliário (FII), fundos especiais de investimento imobiliário (FEII), fundos de gestão do património imobiliário (FUNGEPI) e fundos de titularização de créditos (FTC) totalizou 30.150,9 milhões de euros no primeiro trimestre (mais 3,5% do que nos três meses anteriores e mais 15,0% do que no período homólogo).

O investimento em ativos mobiliários, que engloba os OICVM e os FIA, totalizou 15.857,3 milhões de euros no final de março, o que representa uma subida de 8,1% face a dezembro e de 34,5% em relação ao período homólogo.

O valor das carteiras dos OICVM cresceu 8,3% face aos três meses anteriores, para 15.558,7 milhões de euros. Já os FIA recuaram 0,6% para 298,6 milhões de euros. 

Nos OICVM, o valor sob gestão dos fundos de ações aumentou 15,8%, o dos fundos de obrigações cresceu 0,02% e o dos fundos poupança reforma (FPR) subiu 8,6%. Estas categorias de fundos estão entre as que mais pesam no valor global das carteiras. O valor dos fundos do mercado monetário teve um decréscimo trimestral de 1,3% e o valor sob gestão dos fundos flexíveis aumentou 9,3%.

Os principais destinos de investimento em valores mobiliários no exterior foram a Alemanha (captando 15,4% do total aplicado), os Estados Unidos (15,2%) e França (12,7%). Portugal captou 5,4%, tendo 13,8% do valor das aplicações sido efetuado em ações, 35,2% em dívida pública e 47,5% em dívida privada.

A Caixa Gestão de Ativos foi a entidade gestora com a maior quota de mercado neste segmento (33,0%), seguida da IM Gestão de Ativos (21,8%) e da BPI Gestão de Ativos (18,3%).

No investimento em ativos imobiliários, efetuado através de FII e FEII, o valor sob gestão foi de 10.340,9 milhões de euros, diminuindo 0,7% face ao trimestre anterior. Nos fundos de gestão de património imobiliário (FUNGEPI) o montante sob gestão decresceu 1,5% face a dezembro, para 415,6 milhões de euros.

A Interfundos apresentava a quota de mercado mais elevada no trimestre (12,2%), seguida da Square Asset Management (11,4%) e da Caixa Gestão de Ativos (9,0%).

Os fundos de titularização de créditos (FTC) geriam 3.537,0 milhões de euros no final de março, menos 2,7% do que no trimestre anterior e menos 9,5% do que no período homólogo. Os créditos hipotecários, com um peso de 99,4% no total de investimentos, continuavam a ser o principal ativo em carteira, tendo descido 2,5% face ao trimestre anterior e 9,1% em relação ao mesmo período do ano anterior, para 3.514,3 milhões de euros.

  • Comercialização de OICVM estrangeiros

O valor sob gestão de OICVM estrangeiros comercializados por entidades registadas na CMVM foi de 5.178,0 milhões de euros no primeiro trimestre, mais 7,5% do que nos três meses anteriores e mais 34,6% do que no período homólogo.

O Abanca – Sucursal em Portugal tinha a quota de mercado mais elevada (24,0%), seguido do Banco Comercial Português (15,9%) e do Bankinter – Sucursal em Portugal (15,5%).            
              



[1] A gestão individual de ativos é o conjunto de valores que pertencem a um titular considerado individualmente. Também é designada como gestão de patrimónios ou gestão de carteiras por conta de outrem