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Estatísticas

Estatísticas periódicas


Indicadores trimestrais de gestão de ativos

4º trimestre de 2020

    

O valor dos ativos sob gestão individual[1] e coletiva de carteiras em Portugal atingiu 77.969,3 milhões de euros no quarto trimestre de 2020, mais 2.245,3 milhões do que no trimestre anterior e menos 11.911,1 milhões do que no período homólogo de 2019.

  • Gestão individual de ativos

O montante dos ativos sob gestão individual subiu 1,0% face a setembro, para 48.831,2 milhões de euros, e recuou 21,7% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Os valores mobiliários cotados e as unidades de participação representavam 91,5% das aplicações. O segmento de ações nacionais aumentou 22,8% face ao trimestre anterior e recuou 3,9% em relação ao quarto trimestre de 2019, para 565,3 milhões de euros. As ações em carteira emitidas por entidades não residentes ascendiam a 972,5 milhões de euros no final de dezembro, mais 12,5% do que em setembro e menos 39,3% do que no período homólogo.

As aplicações em dívida pública nacional diminuíram 0,3% em relação ao final do terceiro trimestre, para 12.733,7 milhões de euros, e os montantes aplicados em dívida pública estrangeira decresceram também 0,3% face aos três meses anteriores e 21,8% em relação ao período homólogo. As aplicações em obrigações emitidas por entidades nacionais caíram 1,7% no trimestre, para 403,9 milhões de euros, e as emitidas por entidades não residentes recuaram 0,03% para 9.198,5 milhões de euros.

Portugal manteve-se como principal destino de investimento (28,1% do total), com uma subida trimestral de 0,5%, seguido de Alemanha, que caiu 0,1% no trimestre, e de Itália, que aumentou 0,7%.

A BMO Portugal liderava este segmento de mercado no trimestre, com uma quota de 30,2%, correspondente a 14.762,9 milhões de euros de ativos sob gestão, seguida da Caixa Gestão de Ativos (20,1%) com 9.791,5 milhões, e da Santander Asset Management (11,9%) com 5.795,1 milhões.

  • Gestão coletiva de carteiras

O valor gerido pelos organismos de investimento coletivo em valores mobiliários (OICVM), fundos de investimento alternativo mobiliário (FIA), fundos de investimento imobiliário (FII), fundos especiais de investimento imobiliário (FEII), fundos de gestão do património imobiliário (FUNGEPI) e fundos de titularização de créditos (FTC) totalizou 29.138,1 milhões de euros no quarto trimestre (mais 6,5% do que nos três meses anteriores e mais 5,9% do que no período homólogo de 2019).

O investimento em ativos mobiliários, que engloba os OICVM e os FIA, totalizou 14.668,8 milhões de euros no final de dezembro, o que representa uma subida de 10,9% face a setembro e de 12,9% em relação ao período homólogo.

O valor das carteiras dos OICVM cresceu 11,1% face aos três meses anteriores, para 14.368,6 milhões de euros. Já os FIA recuaram 0,5% para 300,2 milhões de euros. 

Nos OICVM, o valor sob gestão dos fundos de ações aumentou 12,3%, o dos fundos de obrigações cresceu 6,8% e o dos fundos poupança reforma (FPR) subiu 10,7%. Estas categorias de fundos estão entre as que mais pesam no valor global das carteiras. O valor dos fundos do mercado monetário teve um crescimento trimestral de 22,9% e o valor sob gestão dos fundos flexíveis aumentou 14,9%.

Os principais destinos de investimento em valores mobiliários no exterior foram a Alemanha (captando 15,1% do total aplicado), os Estados Unidos (14,3%) e França (11,6%). Portugal captou 6,7%, tendo 19,3% do valor das aplicações sido efetuado em ações, 41,2% em dívida pública e 36,5% em dívida privada.

A Caixa Gestão de Ativos foi a entidade gestora com a maior quota de mercado neste segmento (32,7%), seguida da IM Gestão de Ativos (21,8%) e da BPI Gestão de Ativos (18,7%).

No investimento em ativos imobiliários, efetuado através de FII e FEII, o valor sob gestão foi de 10.413,3 milhões de euros, subindo 3,4% face ao trimestre anterior. Nos fundos de gestão de património imobiliário (FUNGEPI) o montante sob gestão aumentou 22,1% face a setembro, para 422,0 milhões de euros.

A Interfundos apresentava a quota de mercado mais elevada no trimestre (12,2%), seguida da Square Asset Management (11,0%) e da Caixa Gestão de Ativos (8,9%).

Os fundos de titularização de créditos (FTC) geriam 3.634,0 milhões de euros no final de dezembro, menos 2,3% do que no trimestre anterior e menos 9,5% do que no período homólogo de 2019. Os créditos hipotecários, com um peso de 99,2% no total de investimentos, continuavam a ser o principal ativo em carteira, tendo descido 2,5% face ao trimestre anterior e 9,4% em relação ao mesmo período do ano anterior, para 3.603,6 milhões de euros.

  • Comercialização de OICVM estrangeiros

O valor sob gestão de OICVM estrangeiros comercializados por entidades registadas na CMVM foi de 4.808,8 milhões de euros no quarto trimestre, mais 8,7% do que nos três meses anteriores e mais 4,4% do que no período homólogo.

O Abanca – Sucursal em Portugal tinha a quota de mercado mais elevada (26,5%), seguido do Bankinter – Sucursal em Portugal (15,4%) e do Banco Comercial Português (14,5%). 

  


[1] A gestão individual de ativos é o conjunto de valores que pertencem a um titular considerado individualmente. Também é designada como gestão de patrimónios ou gestão de carteiras por conta de outrem