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Estatísticas

Estatísticas periódicas


Indicadores trimestrais de gestão de ativos

2º trimestre de 2020

    
[estatísticas atualizadas a 09.10.2020]

O valor dos ativos sob gestão individual[1] e coletiva de carteiras em Portugal atingiu 75.146,3 milhões de euros no segundo trimestre de 2020, mais 1.865,5 milhões do que no trimestre anterior e menos 19.191,5 milhões do que no período homólogo de 2019.

  • Gestão individual de ativos

O montante dos ativos sob gestão individual subiu 2,8% face a março, para 48.404,0 milhões de euros, e recuou 27,4% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Os valores mobiliários cotados e as unidades de participação representavam 90,7% das aplicações. O segmento de ações nacionais aumentou 11,2% face ao trimestre anterior e recuou 20,7% em relação ao segundo trimestre de 2019, para um total de 468,8 milhões de euros. As ações em carteira emitidas por entidades não residentes ascendiam a 872,7 milhões de euros no final de junho, mais 17,4% do que em março e menos 50,3% do que no período homólogo.

As aplicações em dívida pública nacional diminuíram 3,4% em relação ao final do primeiro trimestre, para 12.858,6 milhões de euros, enquanto os montantes aplicados em dívida pública estrangeira cresceram 11,4% face aos três meses anteriores e caíram 22,4% em relação ao período homólogo. As aplicações em obrigações emitidas por entidades nacionais aumentaram 2,4% no trimestre, para 412,6 milhões de euros, e as emitidas por entidades não residentes cresceram 3,7% para 9.244,3 milhões de euros.

Portugal manteve-se como principal destino de investimento (28,4% do total), com uma descida trimestral de 2,8%, seguido de Alemanha, que subiu 11,2% no trimestre, e de Itália, que aumentou 5,5%.

A BMO Portugal liderava este segmento de mercado no trimestre, com uma quota de 30,5%, correspondente a 14.743,0 milhões de euros de ativos sob gestão, seguida da Caixa Gestão de Ativos (20,1%) com 9.737,1 milhões, e da GNB (12,1%) com 5.860,0 milhões.

  • Gestão coletiva de carteiras

O valor gerido pelos organismos de investimento coletivo em valores mobiliários (OICVM), fundos de investimento alternativo mobiliário (FIA), fundos de investimento imobiliário (FII), fundos especiais de investimento imobiliário (FEII), fundos de gestão do património imobiliário (FUNGEPI) e fundos de titularização de créditos (FTC) totalizou 26.742,2 milhões de euros no segundo trimestre (mais 2,0% do que nos três meses anteriores e menos 3,3% do que no período homólogo de 2019).

O investimento em ativos mobiliários, que engloba os OICVM e os FIA, totalizou 12.500,5 milhões de euros no final de junho, o que representa uma subida de 6,0% face a março e de 5,9% em relação ao período homólogo.

O valor das carteiras dos OICVM cresceu 6,3% face aos três meses anteriores, para 12.178,0 milhões de euros. Já os FIA recuaram 3,0% para 322,5 milhões de euros. 

Nos OICVM, o valor sob gestão dos fundos de ações aumentou 16,9%, o dos fundos de obrigações cresceu 2,8% e o dos fundos poupança reforma (FPR) subiu 7,9%. Estas categorias de fundos estão entre as que mais pesam no valor global das carteiras. O valor dos fundos do mercado monetário teve um crescimento trimestral de 1,6% e o valor sob gestão dos fundos flexíveis aumentou 9,2%.

Os principais destinos de investimento em valores mobiliários no exterior foram a Alemanha (captando 16,3% do total aplicado), os Estados Unidos (13,9%) e o Luxemburgo (12,4%). Portugal captou 5,8%, tendo 24,6% do valor das aplicações sido efetuado em ações, 40,5% em dívida pública e 31,3% em dívida privada.

A Caixa Gestão de Ativos foi a entidade gestora com a maior quota de mercado neste segmento (33,3%), seguida da BPI Gestão de Activos (19,7%) e da IM Gestão de Ativos (19,2%).

No investimento em ativos imobiliários, efetuado através de FII e FEII, o valor sob gestão foi de 10.068,1 milhões de euros, menos 0,6% do que no trimestre anterior. Nos fundos de gestão de património imobiliário (FUNGEPI) o montante sob gestão recuou 3,8% face a março, para 367,1 milhões de euros.

A Interfundos apresentava a quota de mercado mais elevada no trimestre (13,0%), seguida da Square Asset Management (11,3%) e da Caixa Gestão de Ativos (7,5%).

Os fundos de titularização de créditos (FTC) geriam 3.806,6 milhões de euros no final de junho, menos 2,6% do que no trimestre anterior e menos 20,1% do que no período homólogo de 2019. Os créditos hipotecários, com um peso de 99,5% no total de investimentos, continuavam a ser o principal ativo em carteira, tendo descido 2,1% face ao trimestre anterior e 19,8% em relação ao mesmo período do ano anterior, para 3.787,0 milhões de euros.

  • Comercialização de OICVM estrangeiros

O valor sob gestão de OICVM estrangeiros comercializados por entidades registadas na CMVM foi de 4.217,0 milhões de euros no segundo trimestre, mais 9,7% do que nos três meses anteriores e menos 0,8% do que no período homólogo.

O Abanca tinha a quota de mercado mais elevada (29,3%), seguido do Bankinter (16,2%) e do Banco Comercial Português (11,1%).        



[1] A gestão individual de ativos é o conjunto de valores que pertencem a um titular considerado individualmente. Também é designada como gestão de patrimónios ou gestão de carteiras por conta de outrem