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Estatísticas

Estatísticas periódicas


Indicadores trimestrais de gestão de ativos

1º trimestre de 2020


 [estatísticas atualizadas a 09.10.2020]

O valor dos ativos sob gestão individual[1] e coletiva de carteiras em Portugal atingiu 73.282,5 milhões de euros no primeiro trimestre de 2020, menos 16.597,6 milhões do que no trimestre anterior e menos 20.800,3 milhões do que no período homólogo de 2019.

  • Gestão individual de ativos
O montante dos ativos sob gestão individual caiu 24,5% face a dezembro, para 47.072,5 milhões de euros, e recuou 29,0% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Os valores mobiliários cotados e as unidades de participação representavam 89,9% das aplicações. O segmento de ações nacionais caiu 28,3% face ao trimestre anterior e 31,7% em relação ao primeiro trimestre de 2019, para um total de 421,6 milhões de euros. As ações em carteira emitidas por entidades não residentes ascendiam a 743,3 milhões de euros no final de março, menos 53,6% do que em dezembro e menos 59,5% do que no período homólogo.

As aplicações em dívida pública nacional diminuíram 17,1% em relação ao final do quarto trimestre do ano passado, para 13.305,8 milhões de euros, enquanto os montantes aplicados em dívida pública estrangeira recuaram 26,3% face aos três meses anteriores e 20,8% em relação ao período homólogo.

As aplicações em obrigações emitidas por entidades nacionais caíram 27,9% no trimestre, para 403,0 milhões de euros, e as emitidas por entidades não residentes decresceram 30,7% para 8.911,9 milhões de euros.

Portugal manteve-se como principal destino de investimento (30,0% do total), com uma descida trimestral de 17,9%, seguido de Alemanha, que recuou 3,6% no trimestre, e de Itália, que caiu 44,4%.

A BMO Portugal liderava este segmento de mercado no trimestre, com uma quota de 30,9%, correspondente a 14.568,4 milhões de euros de ativos sob gestão, seguida da Caixa Gestão de Ativos (20,2%) com 9.524,8 milhões, e da GNB (12,2%) com 5.750,1 milhões.               
  • Gestão coletiva de carteiras
O valor gerido pelos organismos de investimento coletivo em valores mobiliários (OICVM), fundos de investimento alternativo mobiliário (FIA), fundos de investimento imobiliário (FII), fundos especiais de investimento imobiliário (FEII), fundos de gestão do património imobiliário (FUNGEPI) e fundos de titularização de créditos (FTC) totalizou 26.210,0 milhões de euros no primeiro trimestre (menos 4,8% do que nos três meses anteriores e 5,7% do que no período homólogo de 2019).

O investimento em ativos mobiliários, que engloba os OICVM e os FIA, totalizou 11.787,5 milhões de euros no final de março, o que representa uma descida de 9,3% face a dezembro e uma subida de 0,9% em relação ao período homólogo.

O valor das carteiras dos OICVM decresceu 9,4% face aos três meses anteriores, para 11.455,0 milhões de euros. Já os FIA recuaram 6,1% para 332,5 milhões de euros. 

Nos OICVM, o valor sob gestão dos fundos de ações caiu 21,9%, o dos fundos de obrigações decresceu 11,2% e o dos fundos poupança reforma (FPR) recuou 4,9%. Estas categorias de fundos estão entre as que mais pesam no valor global das carteiras. O valor dos fundos do mercado monetário teve uma queda trimestral de 3,2% e o valor sob gestão dos fundos flexíveis desceu 14,5%.

Os principais destinos de investimento em valores mobiliários no exterior foram a Alemanha (captando 16,4% do total aplicado), o Luxemburgo (12,6%) e os Estados Unidos (12,5%). Portugal captou 6,6%, tendo 21,6% do valor das aplicações sido efetuado em ações, 46,0% em dívida pública e 29,4% em dívida privada.

A Caixa Gestão de Ativos foi a entidade gestora com a maior quota de mercado neste segmento (32,9%), seguida da BPI Gestão de Activos (20,3%) e da IM Gestão de Ativos (19,2%).

No investimento em ativos imobiliários, efetuado através de FII e FEII, o valor sob gestão foi de 10.134,2 milhões de euros, mais 0,1% do que no trimestre anterior. Nos fundos de gestão de património imobiliário (FUNGEPI) o montante sob gestão recuou 2,1% face a dezembro, para 381,4 milhões de euros.

A Interfundos apresentava a quota de mercado mais elevada no trimestre (12,9%), seguida da Square Asset Management (11,2%) e da Caixa Gestão de Ativos (7,5%).

Os fundos de titularização de créditos (FTC) geriam 3.906,9 milhões de euros no final de março, menos 2,7% do que no trimestre anterior e menos 23,7% do que no período homólogo de 2019. Os créditos hipotecários, com um peso de 99,0% no total de investimentos, continuavam a ser o principal ativo em carteira, tendo descido 2,7% face ao trimestre anterior e 23,7% em relação ao mesmo período do ano anterior, para 3.868,1 milhões de euros.
  • Comercialização de OICVM estrangeiros
O valor sob gestão de OICVM estrangeiros comercializados por entidades registadas na CMVM foi de 3.842,5 milhões de euros no primeiro trimestre, menos 16,6% do que nos três meses anteriores e menos 8,9% do que no período homólogo.

O Abanca tinha a quota de mercado mais elevada (29,7%), seguido do Bankinter (15,8%) e do Banco Santander Totta (11,5%).




[1] A gestão individual de ativos é o conjunto de valores que pertencem a um titular considerado individualmente. Também é designada como gestão de patrimónios ou gestão de carteiras por conta de outrem