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Estatísticas

Estatísticas periódicas


Indicadores trimestrais de gestão de ativos

4º trimestre de 2019

 

O valor dos ativos sob gestão individual[1] e coletiva de carteiras em Portugal atingiu 89.879,1 milhões de euros no quarto trimestre de 2019, menos 4.510,8 milhões do que no trimestre anterior e menos 1.379,4 milhões do que no período homólogo de 2018.
  • Gestão individual de ativos
O montante dos ativos sob gestão individual caiu 6,5% face a setembro, para 62.353,5 milhões de euros, e recuou 2,8% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Os valores mobiliários cotados e as unidades de participação representavam 88,0% das aplicações. O segmento de ações nacionais caiu 1,6% face ao trimestre anterior, tendo aumentado 3,8% em relação ao quarto trimestre de 2018, para um total de 588,2 milhões de euros. As ações em carteira emitidas por entidades não residentes ascendiam a 1.602,4 milhões de euros no final de dezembro, menos 0,7% do que em setembro e menos 11,8% do que no período homólogo.

As aplicações em dívida pública nacional diminuíram 7,0% em relação ao final do terceiro trimestre, para 16.054,1 milhões de euros, enquanto os montantes aplicados em dívida pública estrangeira recuaram 7,6% face aos três meses anteriores, aumentando 7,3% em relação ao período homólogo.

As aplicações em obrigações emitidas por entidades nacionais caíram 53,5% no trimestre, para 558,7 milhões de euros, e as emitidas por entidades não residentes decresceram 2,7% para 12.858,5 milhões de euros.

Portugal manteve-se como principal destino de investimento (27,6% do total), com uma descida trimestral de 9,8%, seguido de Itália, que aumentou 8,0% no trimestre, e de Alemanha, que caiu 6,1%.
 
A Caixa Gestão de Ativos liderava este segmento de mercado no trimestre, com uma quota de 35,3%, correspondente a 21.993,2 milhões de euros de ativos sob gestão, seguida da BMO Portugal (24,6%) com 15.353,5 milhões, e da GNB (9,9%) com 6.194,4 milhões.
  • Gestão coletiva de carteiras
O valor gerido pelos organismos de investimento coletivo em valores mobiliários (OICVM), fundos de investimento alternativo mobiliário (FIA), fundos de investimento imobiliário (FII), fundos especiais de investimento imobiliário (FEII), fundos de gestão do património imobiliário (FUNGEPI) e fundos de titularização de créditos (FTC) totalizou 27.525,6 milhões de euros no quarto trimestre (menos 0,6% do que nos três meses anteriores e mais 1,5% do que no período homólogo de 2018).

O investimento em ativos mobiliários, que engloba os OICVM e os FIA, totalizou 12.997,8 milhões de euros no final de dezembro, o que representa uma subida de 6,1% face a setembro e de 15,8% em relação ao período homólogo.

O valor das carteiras dos OICVM cresceu 6,5% face aos três meses anteriores, para 12.643,6 milhões de euros. Já os FIA recuaram 5,6% para 354,2 milhões de euros. 

Nos OICVM, o valor sob gestão dos fundos de ações subiu 8,2%, o dos fundos de obrigações decresceu 0,7% e o dos fundos poupança reforma (FPR) aumentou 9,0%. Estas categorias de fundos estão entre as que mais pesam no valor global das carteiras. O valor dos fundos do mercado monetário teve uma subida trimestral de 17,5% e o valor sob gestão dos fundos flexíveis aumentou 2,1%.

Os principais destinos de investimento em valores mobiliários no exterior foram a Alemanha (captando 16,3% do total aplicado), os Estados Unidos (13,1%) e o Luxemburgo (12,0%). Portugal captou 7,0%, tendo 28,6% do valor das aplicações sido efetuado em ações, 43,9% em dívida pública e 24,7% em dívida privada.

A Caixa Gestão de Ativos foi a entidade gestora com a maior quota de mercado neste segmento (33,7%), seguida da BPI Gestão de Activos (20,0%) e da IM Gestão de Ativos (18,4%).

No investimento em ativos imobiliários, efetuado através de FII e FEII, o valor sob gestão foi de 10.121,1 milhões de euros, menos 4,2% do que no trimestre anterior. Nos fundos de gestão de património imobiliário (FUNGEPI) o montante sob gestão recuou 0,5% face a setembro, para 389,5 milhões de euros.

A Interfundos apresentava a quota de mercado mais elevada no trimestre (12,9%), seguida da Square Asset Management (11,3%) e da Fundger (7,5%).

Os fundos de titularização de créditos (FTC) geriam 4.017,2 milhões de euros no final de dezembro, menos 10,3% do que no trimestre anterior e menos 23,8% do que no período homólogo de 2018. Os créditos hipotecários, com um peso de 99,0% no total de investimentos, continuavam a ser o principal ativo em carteira, tendo descido 10,1% face ao trimestre anterior e 23,5% em relação ao mesmo período do ano anterior, para 3.977,1 milhões de euros.
  • Comercialização de OICVM estrangeiros
O valor sob gestão de OICVM estrangeiros comercializados por entidades registadas na CMVM foi de 4.605,8 milhões de euros no quarto trimestre, mais 5,2% do que nos três meses anteriores e mais 15,2% do que no período homólogo.

O Abanca tinha a quota de mercado mais elevada (33,2%), seguido do Bankinter (15,2%) e do Best (10,8%).



[1] A gestão individual de ativos é o conjunto de valores que pertencem a um titular considerado individualmente. Também é designada como gestão de patrimónios ou gestão de carteiras por conta de outrem