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Estatísticas

Estatísticas periódicas


Indicadores trimestrais de gestão de ativos

3º trimestre de 2019

 

O valor dos ativos sob gestão individual[1] e coletiva de carteiras em Portugal atingiu 94.390,9 milhões de euros no terceiro trimestre de 2019, mais 52,1 milhões do que no trimestre anterior e mais 2.139,1 milhões do que no período homólogo de 2018.

  • Gestão individual de ativos

O montante dos ativos sob gestão individual ficou praticamente inalterado face a junho, em 66.702,8 milhões de euros, e subiu 4,0% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Os valores mobiliários cotados e as unidades de participação representavam 87,6% das aplicações. O segmento de ações nacionais cresceu 1,2% face ao trimestre anterior, recuando 14,3% em relação ao terceiro trimestre de 2018, para um total de 598,0 milhões de euros. As ações em carteira emitidas por entidades não residentes ascendiam a 1.623,4 milhões de euros no final de setembro, menos 7,5% do que em junho e menos 24,9% do que no período homólogo.

As aplicações em dívida pública nacional aumentaram 2,8% em relação ao final do segundo trimestre, para 17.262,1 milhões de euros, enquanto os montantes aplicados em dívida pública estrangeira cresceram 2,3% face aos três meses anteriores, aumentando 20,3% em relação ao período homólogo.

As aplicações em obrigações emitidas por entidades nacionais subiram 0,7% no trimestre, para 1.199,9 milhões de euros, e as emitidas por entidades não residentes cresceram 10,3% para 13.215,4 milhões de euros.

Portugal manteve-se como principal destino de investimento (28,6% do total), com uma subida trimestral de 2,6%, seguido de Itália, que aumentou 8,3% no trimestre, e de Espanha, que caiu 3,0%.

A Caixa Gestão de Ativos liderava este segmento de mercado no trimestre, com uma quota de 33,8%, correspondente a 22.539,6 milhões de euros de ativos sob gestão, seguida da BMO Portugal (22,9%) com 15.249,0 milhões, e da BPI Gestão de Activos (11,3%) com 7.514,9 milhões.

  • Gestão coletiva de carteiras

O valor gerido pelos organismos de investimento coletivo em valores mobiliários (OICVM), fundos de investimento alternativo mobiliário (FIA), fundos de investimento imobiliário (FII), fundos especiais de investimento imobiliário (FEII), fundos de gestão do património imobiliário (FUNGEPI) e fundos de titularização de créditos (FTC) totalizou 27.688,1 milhões de euros no terceiro trimestre (mais 0,2% do que nos três meses anteriores e menos 1,4% do que no período homólogo de 2018).

O investimento em ativos mobiliários, que engloba os OICVM e os FIA, totalizou 12.250,3 milhões de euros no final de setembro, o que representa uma subida de 3,8% face a junho e de 3,6% em relação ao período homólogo.

O valor das carteiras dos OICVM cresceu 6,2% face aos três meses anteriores, para 11.875,2 milhões de euros. Já os FIA recuaram 39,7% para 375,2 milhões de euros. 

Nos OICVM, o valor sob gestão dos fundos de ações subiu 6,8%, o dos fundos de obrigações cresceu 21,7% e o dos fundos poupança reforma (FPR) aumentou 3,6%. Estas categorias de fundos estão entre as que mais pesam no valor global das carteiras. O valor dos fundos do mercado monetário teve uma subida trimestral de 4,3% e o valor sob gestão dos fundos flexíveis aumentou 1,1%.

Os principais destinos de investimento em valores mobiliários no exterior foram a Alemanha (captando 15,6% do total aplicado), os Estados Unidos (13,2%) e o Luxemburgo (12,6%). Portugal captou 7,2%, tendo 29,8% do valor das aplicações sido efetuado em ações, 43,8% em dívida pública e 24,9% em dívida privada.

A Caixa Gestão de Ativos foi a entidade gestora com a maior quota de mercado neste segmento (34,3%), seguida da BPI Gestão de Activos (20,9%) e da Santander Asset Management (17,8%).

No investimento em ativos imobiliários, efetuado através de FII e FEII, o valor sob gestão foi de 10.569,0 milhões de euros, menos 0,7% do que no trimestre anterior. Nos fundos de gestão de património imobiliário (FUNGEPI) o montante sob gestão recuou 9,8% face a junho, para 391,3 milhões de euros.

A Interfundos apresentava a quota de mercado mais elevada no trimestre (13,2%), seguida da Square Asset Management (10,5%) e da Norfin (9,7%).

Os fundos de titularização de créditos (FTC) geriam 4.477,5 milhões de euros no final de setembro, menos 6,1% do que no final do trimestre anterior e menos 17,3% do que no período homólogo de 2018. Os créditos hipotecários, com um peso de 98,8% no total de investimentos, continuavam a ser o principal ativo em carteira, tendo descido 6,3% face ao trimestre anterior e 17,3% em relação ao mesmo período do ano anterior, para 4.424,7 milhões de euros.

  • Comercialização de OICVM estrangeiros[2]

O valor sob gestão de OICVM estrangeiros comercializados por entidades registadas na CMVM foi de 2.935,9 milhões de euros no terceiro trimestre, menos 31,8% do que nos três meses anteriores e 32,2% do que no período homólogo.

O Bankinter tinha a quota de mercado mais elevada (23,2%), seguido do Banco Best (16,5%) e do BCP (13,8%).


 


[1] A gestão individual de ativos é o conjunto de valores que pertencem a um titular considerado individualmente. Também é designada como gestão de patrimónios ou gestão de carteiras por conta de outrem

[2] Encontra-se em falta o reporte de uma entidade comercializadora em setembro de 2019.