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Estatísticas

Estatísticas periódicas


Indicadores trimestrais de gestão de ativos

2º trimestre de 2019

 

O valor dos ativos sob gestão individual[1] e coletiva de carteiras em Portugal atingiu 94.395,4 milhões de euros no segundo trimestre de 2019, mais 311,9 milhões do que no trimestre anterior e mais 1.178,3 milhões do que no período homólogo de 2018.

  • Gestão individual de ativos

O montante dos ativos sob gestão individual aumentou 0,6% face a março, para 66.693,5 milhões de euros, e subiu 3,3% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Os valores mobiliários cotados e as unidades de participação representavam 84,3% das aplicações. O segmento de ações nacionais decresceu 4,3% face ao trimestre anterior, recuando 32,2% em relação ao segundo trimestre de 2018, para um total de 591,0 milhões de euros. As ações em carteira emitidas por entidades não residentes ascendiam a 1.755,4 milhões de euros no final de junho, menos 4,4% do que em março e menos 26,2% do que no período homólogo.

As aplicações em dívida pública nacional recuaram 2,8% em relação ao final do primeiro trimestre, para 16.790,1 milhões de euros, enquanto os montantes aplicados em dívida pública estrangeira cresceram 13,8% face aos três meses anteriores, aumentando 26,1% em relação ao período homólogo.

As aplicações em obrigações emitidas por entidades nacionais caíram 0,6% no trimestre, para 1.191,8 milhões de euros, e as emitidas por entidades não residentes cresceram 0,8% para 11.980,9 milhões de euros.

Portugal manteve-se como principal destino de investimento (27,8% do total), com uma descida trimestral de 2,7%, seguido de Itália, que aumentou 17,8% no trimestre, e de Espanha, que cresceu 17,1%.

A Caixagest liderava este segmento de mercado no trimestre, com uma quota de 34,2%, correspondente a 22.836,4 milhões de euros de ativos sob gestão, seguida da BMO Portugal (22,9%) com 15.271,7 milhões, e da BPI Gestão de Activos (11,0%) com 7.341,6 milhões.

  • Gestão coletiva de carteiras

O valor gerido pelos organismos de investimento coletivo em valores mobiliários (OICVM), fundos de investimento alternativo mobiliário (FIA), fundos de investimento imobiliário (FII), fundos especiais de investimento imobiliário (FEII), fundos de gestão do património imobiliário (FUNGEPI) e fundos de titularização de créditos (FTC) totalizou 27.702,0 milhões de euros no segundo trimestre (menos 0,4% do que nos três meses anteriores e menos 3,3% do que no período homólogo de 2018).

O investimento em ativos mobiliários, que engloba os OICVM e os FIA, totalizou 11.861,9 milhões de euros no final de junho, o que representa uma subida de 1,5% face a março e uma descida de 2,7% em relação ao período homólogo.

O valor das carteiras dos OICVM cresceu 2,6% face aos três meses anteriores, para 11.239,2 milhões de euros. Já os FIA recuaram 13,8% para 622,7 milhões de euros. 

Nos OICVM, o valor sob gestão dos fundos de ações subiu 3,8%, o dos fundos de obrigações cresceu 7,0% e o dos fundos poupança reforma (FPR) aumentou 3,0%. Estas categorias de fundos estão entre as que mais pesam no valor global das carteiras. O valor dos fundos do mercado monetário teve uma subida trimestral de 10,6% e o valor sob gestão dos fundos flexíveis aumentou 5,3%.

Os principais destinos de investimento em valores mobiliários no exterior foram a Alemanha (captando 15,0% do total aplicado), o Luxemburgo (13,0%) e os Estados Unidos (12,8%). Portugal captou 6,9%, tendo 34,4% do valor das aplicações sido efetuado em ações, 36,8% em dívida pública e 27,1% em dívida privada.

A Caixagest foi a entidade gestora com a maior quota de mercado neste segmento (34,4%), seguida da BPI Gestão de Activos (22,4%) e da Santander Asset Management (17,4%).

No investimento em ativos imobiliários, efetuado através de FII e FEII, o valor sob gestão foi de 10.640,2 milhões de euros, mais 0,7% do que no trimestre anterior. Nos fundos de gestão de património imobiliário (FUNGEPI) o montante sob gestão recuou 1,9% face a março, para 434,0 milhões de euros.

A Interfundos apresentava a quota de mercado mais elevada no trimestre (13,3%), seguida da Norfin (10,3%) e da Square Asset Management (10,2%).

Os fundos de titularização de créditos (FTC) geriam 4.765,9 milhões de euros no final de junho, menos 6,9% do que no final do trimestre anterior e menos 14,4% do que no período homólogo de 2018. Os créditos hipotecários, com um peso de 99,0% no total de investimentos, continuavam a ser o principal ativo em carteira, tendo descido 6,8% face ao trimestre anterior e 14,2% em relação ao mesmo período do ano anterior, para 4.720,6 milhões de euros.

  • Comercialização de OICVM estrangeiros

O valor sob gestão de OICVM estrangeiros comercializados por entidades registadas na CMVM atingiu 4.304,8 milhões de euros no segundo trimestre, mais 2,0% do que nos três meses anteriores e mais 1,0% do que no período homólogo.

O Deutsche Bank tinha a quota de mercado mais elevada (34,7%), seguido do Bankinter (15,5%) e do Banco Best (11,1%).

 


[1] A gestão individual de ativos é o conjunto de valores que pertencem a um titular considerado individualmente. Também é designada omo gestão de patrimónios ou gestão de carteiras por conta de outrem.