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Estatísticas

Estatísticas periódicas


Indicadores trimestrais de gestão de ativos

4º trimestre de 2018

 

O valor dos ativos sob gestão individual[1] e coletiva de carteiras em Portugal atingiu 91.258,1 milhões de euros no quarto trimestre de 2018, menos 993,8 milhões do que no trimestre anterior e menos 1.224,4 milhões do que no período homólogo de 2017.

  • Gestão individual de ativos

O montante dos ativos sob gestão individual desceu 0,1% face a setembro, para 64.131,8 milhões de euros, e subiu 1,0% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Os valores mobiliários cotados e as unidades de participação representavam 84,7% das aplicações. O segmento de ações nacionais decresceu 18,7% face ao trimestre anterior e 45,8% em relação ao quarto trimestre de 2017, para um total de 566,9 milhões de euros. As ações em carteira emitidas por entidades não residentes ascendiam a 1.817,2 milhões de euros no final de dezembro, menos 15,9% do que em setembro e menos 21,2% do que no período homólogo.

As aplicações em dívida pública nacional aumentaram 1,2% em relação ao final do terceiro trimestre, para 16.973,2 milhões de euros, enquanto os montantes aplicados em dívida pública estrangeira subiram 3,5% face aos três meses anteriores e 22,9% em relação ao período homólogo.

As aplicações em obrigações emitidas por entidades nacionais subiram 2,4% no trimestre, para 1.324,4 milhões de euros, e as emitidas por entidades não residentes cresceram 0,3% para 12.178,6 milhões de euros.

Portugal manteve-se como principal destino de investimento (29,4% do total), com um aumento trimestral de 0,6%, seguido de Itália, que recuou 5,4% no trimestre, e de Espanha, que subiu 15,5%.

A Caixagest liderava este segmento de mercado no trimestre, com uma quota de 35,1%, correspondente a 22.527,2 milhões de euros de ativos sob gestão, seguida da BMO Portugal (22,5%) com 14.410,3 milhões, e da BPI Gestão de Activos (10,8%) com 6.928,3 milhões.

  • Gestão coletiva de carteiras

O valor gerido pelos organismos de investimento coletivo em valores mobiliários (OICVM), fundos de investimento alternativo mobiliário (FIA), fundos de investimento imobiliário (FII), fundos especiais de investimento imobiliário (FEII), fundos de gestão do património imobiliário (FUNGEPI) e fundos de titularização de créditos (FTC) totalizou 27.136,2 milhões de euros no quarto trimestre (menos 3,4% do que nos três meses anteriores e menos 6,5% do que no período homólogo de 2017).

O investimento em ativos mobiliários, que engloba os OICVM e os FIA, totalizou 11.221,2 milhões de euros no final de dezembro, o que representa uma descida de 5,1% face a setembro e de 8,7% em relação ao período homólogo.

O valor das carteiras dos OICVM desceu 5,0% face aos três meses anteriores, para 10.469,7 milhões de euros. Já os FIA recuaram 7,1% para 751,5 milhões de euros. 

Nos OICVM, o valor sob gestão dos fundos de ações recuou 6,0%, o dos fundos de obrigações caiu 11,1% e o dos fundos poupança reforma (FPR) decresceu 5,3%. Estas categorias de fundos estão entre as que mais pesam no valor global das carteiras. O valor dos fundos do mercado monetário teve uma subida trimestral de 21,1% e o valor sob gestão dos fundos flexíveis caiu 2,4%.

Os principais destinos de investimento em valores mobiliários no exterior foram o Luxemburgo (captando 14,4% do total aplicado), a Alemanha (14,0%) e o Reino Unido (13,7%). Portugal captou 8,4%, tendo 32,6% do valor das aplicações sido efetuado em ações, 36,2% em dívida pública e 29,7% em dívida privada.

A Caixagest foi a entidade gestora com a maior quota de mercado neste segmento (33,4%), seguida da BPI Gestão de Activos (24,5%) e da IM Gestão de Activos (17,0%).

No investimento em ativos imobiliários, efetuado através de FII e FEII, o valor sob gestão foi de 10.190,3 milhões de euros, menos 1,5% do que no trimestre anterior. Nos fundos de gestão de património imobiliário (FUNGEPI) o montante sob gestão recuou 9,2% face a setembro, para 444,7 milhões de euros.

A Interfundos apresentava a quota de mercado mais elevada no trimestre (13,3%), seguida da Norfin (11,4%) e da GNB (10,3%).

Os fundos de titularização de créditos (FTC) geriam 5.270,1 milhões de euros no final de dezembro, menos 2,7% do que no final do trimestre anterior e menos 11,2% do que no período homólogo de 2017. Os créditos hipotecários, com um peso de 98,7% no total de investimentos, continuavam a ser o principal ativo em carteira, tendo descido 2,8% face ao trimestre anterior e 10,8% em relação ao mesmo período do ano anterior, para 5.201,7 milhões de euros.

  • Comercialização de OICVM estrangeiros

O valor sob gestão de OICVM estrangeiros comercializados por entidades registadas na CMVM atingiu 3.997,7 milhões de euros no quarto trimestre, menos 7,7% do que nos três meses anteriores e menos 2,7% do que no período homólogo.

O Deutsche Bank tinha a quota de mercado mais elevada (34,7%), seguido do Bankinter (15,5%) e do Banco Best (12,1%).

 


[1] A gestão individual de ativos é o conjunto de valores que pertencem a um titular considerado individualmente. Também é designada como gestão de patrimónios ou gestão de carteiras por conta de outrem.