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Estatísticas

Estatísticas periódicas


Indicadores trimestrais de gestão de ativos

3º trimestre de 2018


 

O valor dos ativos sob gestão individual[1] e coletiva de carteiras em Portugal atingiu 92.251,8 milhões de euros no terceiro trimestre de 2018, menos 965,3 milhões do que no trimestre anterior e mais 67,1 milhões do que no período homólogo de 2017.

  • Gestão individual de ativos

O montante dos ativos sob gestão individual desceu 0,6% face a junho, para 64.168,0 milhões de euros, e subiu 1,5% em relação ao mesmo período do ano passado.

Os valores mobiliários cotados e as unidades de participação representavam 86,0% das aplicações. O segmento de ações nacionais decresceu 19,9% face ao trimestre anterior e 31,6% em relação ao terceiro trimestre de 2017, para um total de 697,6 milhões de euros. As ações em carteira emitidas por entidades não residentes ascendiam a 2.160,8 milhões de euros no final de setembro, menos 9,2% do que em junho e menos 6,2% do que no período homólogo.

As aplicações em dívida pública nacional desceram 1,3% em relação ao final do segundo trimestre, para 16.767,7 milhões de euros, enquanto os montantes aplicados em dívida pública estrangeira subiram 7,2% face aos três meses anteriores e 38,7% em relação ao período homólogo.

As aplicações em obrigações emitidas por entidades nacionais caíram 4,9% no trimestre, para 1.293,7 milhões de euros, e as emitidas por entidades não residentes decresceram 4,0% para 12.145,4 milhões de euros.

Portugal manteve-se como principal destino de investimento (29,2% do total), com um decréscimo trimestral de 2,4%, seguido de Itália, que subiu 26,7% no trimestre, e de Espanha, que recuou 3,5%.

A Caixagest liderava este segmento de mercado no trimestre, com uma quota de 35,3%, correspondente a 22.674,3 milhões de euros de ativos sob gestão, seguida da F&C Portugal (22,3%) com 14.296,4 milhões, e da BPI Gestão de Activos (10,8%) com 6.905,7 milhões.

  • Gestão coletiva de carteiras

O valor gerido pelos organismos de investimento coletivo em valores mobiliários (OICVM), fundos de investimento alternativo (FIA), fundos de investimento imobiliário (FII), fundos especiais de investimento imobiliário (FEII), fundos de gestão do património imobiliário (FUNGEPI) e fundos de titularização de créditos (FTC) totalizou 28.083,8 milhões de euros no terceiro trimestre (menos 1,9% do que nos três meses anteriores e menos 3,0% do que no período homólogo de 2017).

O investimento em ativos mobiliários, que engloba os OICVM e os FIA, totalizou 11.829,9 milhões de euros no final de setembro, o que representa uma descida de 3,0% face a junho e de 0,9% em relação ao período homólogo.

O valor das carteiras dos OICVM desceu 1,8% face aos três meses anteriores, para 11.021,1 milhões de euros. Já os FIA recuaram 16,2% para 808,7 milhões de euros. 

Nos OICVM, o valor sob gestão dos fundos de ações subiu 5,8%, o dos fundos de obrigações caiu 4,0% e o dos fundos poupança reforma (FPR) decresceu 1,0%. Estas categorias de fundos estão entre as que mais pesam no valor global das carteiras. O valor dos fundos do mercado monetário teve uma queda trimestral de 3,0% e o valor sob gestão dos fundos flexíveis caiu 1,9%.

Os principais destinos de investimento em valores mobiliários no exterior foram o Luxemburgo (captando 16,0% do total aplicado), a Alemanha (13,8%) e o Reino Unido (13,5%). Portugal captou 8,2%, tendo 35,6% do valor das aplicações sido efetuado em ações, 34,6% em dívida pública e 28,3% em dívida privada.

A Caixagest foi a entidade gestora com a maior quota de mercado neste segmento (32,9%), seguida da BPI Gestão de Activos (24,5%) e da IM Gestão de Activos (17,6%).

No investimento em ativos imobiliários, efetuado através de FII e FEII, o valor sob gestão foi de 10.350,4 milhões de euros, menos 0,2% do que no trimestre anterior. Nos fundos de gestão de património imobiliário (FUNGEPI) o montante sob gestão recuou 1,0% face a junho, para 489,8 milhões de euros.

A Interfundos apresentava a quota de mercado mais elevada no trimestre (14,3%), seguida da Norfin (11,6%) e da GNB (10,3%).

Os fundos de titularização de créditos (FTC) geriam 5.413,6 milhões de euros no final de setembro, menos 2,8% do que no final do trimestre anterior e menos 12,1% do que no período homólogo de 2017. Os créditos hipotecários, com um peso de 98,8% no total de investimentos, continuavam a ser o principal ativo em carteira, tendo descido 2,7% face ao trimestre anterior e 11,5% em relação ao mesmo período do ano passado, para 5.351,3 milhões de euros. 

  • Comercialização de OICVM estrangeiros

O valor sob gestão de OICVM estrangeiros comercializados por entidades registadas na CMVM atingiu 4.333,1 milhões de euros no terceiro trimestre, mais 1,7% do que nos três meses anteriores e mais 16,7% do que no período homólogo.

O Deutsche Bank tinha a quota de mercado mais elevada (33,1%), seguido do Bankinter (15,6%) e do Banco Best (13,3%).

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[1] A gestão individual de ativos é o conjunto de valores que pertencem a um titular considerado individualmente. Também é designada como gestão de patrimónios ou gestão de carteiras por conta de outrem.