CMVM
skip
Idioma
pageBackground
Comunicados

Semana Mundial do Investidor tem início hoje com mais de 18 iniciativas e 50 oradores


06 de outubro de 2021

A edição portuguesa da Semana Mundial do Investidor tem início hoje, dia 6 de outubro, e prolonga-se até ao próximo dia 12. Tendo como slogan "A informação é o seu ativo mais valioso", a edição de 2021 conta com o maior número de parceiros, eventos e convidados entre as cinco edições já realizadas e terá como tema transversal os desafios da digitalização para os investidores e consumidores de produtos financeiros.   

Ao longo de uma semana a CMVM e os 11 parceiros, com ajuda de mais de 50 oradores, promoverão 18 eventos e cerca de uma dezena de atividades, onde se incluem a publicação de podcasts, vídeos, newsletters, brochuras informativas e campanhas digitais de promoção de educação financeira. Aos parceiros das edições anteriores – Banco de Portugal, Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões (ASF), Associação Portuguesa de Fundos de Investimento, Pensões e Patrimónios (APFIPP), Associação de Empresas Emitentes de Valores Cotados em Mercado (AEM), Euronext, Associação Portuguesa de Analistas Financeiros (APAF), Associação Portuguesa de Bancos (APB) e Associação Portuguesa de Seguradores (APS) – juntam-se este ano, como parceiros convidados, a DECO, a CIP e a CFA Society Portugal.

A semana inicia com a conferência "Riscos e oportunidades de um mercado de capitais digital", organizada pela CMVM, que explorará a relação dos jovens com o dinheiro, a poupança e o investimento num contexto digital e que conta com a participação de Gabriela Figueiredo Dias e Rodrigo Buenaventura, presidentes da CMVM e da CNMV; Gerri M. Walsh, Presidente da Investor Education Foundation da FINRA, entre vários outros oradores onde se incluem empreendedores, responsáveis do sistema financeiro e peritos na proteção dos investidores.

No mesmo dia, a CMVM publica ainda a brochura "Conselhos para Jovens Investidores" e um vídeo que identifica vantagens e cuidados que os jovens devem ter quando investem no mercado de capitais.

Maior escolaridade nos jovens não se traduz em mais literacia financeira

O foco da CMVM na literacia financeira entre os mais jovens resulta de conclusões que emergiram do estudo "Financial literacy for investors in the securities market in Portugal" promovido pela CMVM com financiamento da Comissão Europeia e publicado este ano, entre as quais o facto de a literacia financeira entre os mais jovens não traduzir os seus níveis mais elevados de escolaridade.

Essa conclusão é realçada pela ficha estatística "Um olhar sobre a literacia financeira dos jovens portugueses", publicada hoje pela CMVM, na qual se contrapõem dados relativos à relação com o mercado de capitais dos cidadãos com idades compreendidas entre os 18 e os 25 anos com os resultados relativos à população com mais de 25 anos.

A análise permite concluir que, a julgar pelo número de respostas certas sobre temas financeiros, apesar de terem níveis de escolaridade superiores, os jovens evidenciam níveis de literacia financeira semelhantes aos dos mais velhos (5,7 questões corretas entre os mais jovens contra 5,8 questões certas dos mais velhos, num total de dez questões). 

Entre outras conclusões, resulta claro que a internet é a fonte de informação a que mais recorrem os jovens (utilizada por 60% dos jovens contra 43% dos mais velhos) e que cerca de um em cada dez não procura informação sobre produtos e questões de natureza financeira (11% contra 15% registados entre os de idade superior), com 16% dos jovens a recorrer a aconselhamento financeiro (contra 26% do resto dos inquiridos). O mercado acionista e os quadros legais são os temas de maior interesse para esta faixa etária, ao contrário do resto dos inquiridos que demonstra mais interesse por temas como as taxas de juro.

Adicionalmente, os jovens parecem ter uma tolerância ao risco relativamente maior. Mesmo que a grande maioria detenha depósitos (77,8% contra 81,7% entre os mais velhos), uma parte considerável detém produtos mais voláteis. Neste sentido, em relação ao resto dos inquiridos detêm três vezes mais produtos estruturados (3,6% contra os 1,1% dos inquiridos mais velhos), seis vezes mais derivados (2,4% contra 0,4%) e mais do dobro dos produtos associados a criptoativos e crowdfunding (4,8% contra 2% entre os mais velhos).

A emergência de ativos transacionados de forma digital, que são especialmente atrativos para faixas etárias mais jovens, reforça a importância de promover iniciativas que sensibilizem este grupo para os riscos inerentes ao investimento e para a importância da ponderação adequada de diferentes alternativas de investimento.

A CMVM associa-se pelo quinto ano à iniciativa global World Investor Week da IOSCO, que conta com a adesão de mais de 90 jurisdições e que visa a promoção da literacia financeira. O programa completo e as atividades podem ser consultados no site dedicado ao evento e no Facebook da SMI. Todas as sessões podem ser assistidas online no canal Youtube da SMI Portugal.


Informação adicional: