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Comunicados e contraordenações

Relatório sobre os Mercados de Valores Mobiliários - 2018


17 de julho de 2019

A Comissão do Mercado de Valores Mobiliários publicou hoje o "Relatório sobre os Mercados de Valores Mobiliários" relativo a 2018, que analisa a evolução dos mercados financeiros e dos principais instrumentos financeiros no ano passado.

Os principais índices acionistas apresentaram quedas significativas, refletindo um sentimento de incerteza gerado pelo aumento de tensões geopolíticas e comerciais. O índice PSI 20 acompanhou a tendência, ao cair 12,2%, embora com uma desvalorização menos pronunciada. O valor negociado no mercado regulamentado Euronext Lisbon atingiu 24 919 milhões de euros em 2018 (menos 15,8% que no ano anterior).  A volatilidade subiu nos mercados português, europeu e norte-americano face a 2017, mas manteve-se em níveis historicamente baixos. 

Em termos globais, assistiu-se a um ligeiro aumento das margens de lucro das empresas cotadas. Em Portugal, a margem de lucro das empresas do PSI 20 cresceu 3,5 pontos percentuais, situando-se no seu ponto mais elevado desde o início da crise das dívidas soberanas. Este aumento foi favorecido por uma subida de 12,4% das receitas. Ainda assim, houve uma maior contenção na partilha dos lucros, tendo as empresas cotadas optado por distribuir menos dividendos aos acionistas.  

Os mercados cambiais exibiram igualmente alguma instabilidade em 2018, com algumas economias emergentes e países em desenvolvimento a enfrentaram avultadas saídas (líquidas) de capitais e dificuldades em realizar o roll over das suas dívidas, em particular no terceiro trimestre. O menor apetite pelo risco de mercados emergentes, como a Argentina e a Turquia, traduziu-se na reavaliação dos ativos. 

Nos mercados de dívida assistiu-se ao aumento do spread de crédito de obrigações especulativas (high-yield) face a obrigações de nível de investimento (investment grade). O diferencial das taxas de juro de obrigações com notação Aaa e com notação Baa alargou 40 pontos base em 2018. Esta evolução não pode ser dissociada de condições de liquidez menos favoráveis e de políticas monetárias mais restritivas, não só nos EUA, mas também de alguns países emergentes que aumentaram as taxas de juro diretoras para estabilizar fluxos de capitais e as taxas de câmbio. A dívida privada emitida em Portugal ascendeu a 16 787 milhões de euros em 2018, correspondendo a um aumento de 5,1% face ao ano anterior. 

Na gestão de ativos, o valor dos resgates em 412 milhões de euros ultrapassou o das subscrições no conjunto dos fundos de investimento mobiliário nacionais em 2018. Tal resultou quer dos resgates observados nos organismos de investimento coletivo em valores mobiliários (OICVM), quer nos Fundos de Investimento Alternativo Mobiliário (FIA), contrariamente ao que tinha sido observado no ano anterior, em que os OICVM apresentaram subscrições líquidas positivas. 

 

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