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Estatística Trimestral sobre Gestão de Activos - 3º Trimestre de 2008


16 de Março de 2009

No terceiro trimestre de 2008 o valor gerido no âmbito da gestão individual de carteiras e gestão colectiva de activos em Portugal atingiu 118.406,8 milhões de euros, menos 1,7% que no trimestre anterior (120.489,9 milhões de euros) e 4,7% que no período homólogo (124.203,8 milhões de euros).

A gestão individual de carteiras compreende a gestão personalizada de activos efectuada por instituições de crédito, sociedades gestoras de património, sociedades corretoras, sociedades financeiras de corretagem e sociedades gestoras de fundos. A gestão colectiva refere-se à gestão não personalizada de activos realizada pelas entidades gestoras de organismos de investimento colectivo em valores mobiliários (OICVM), de fundos especiais de investimento (FEI), de fundos de investimento imobiliário (FII), de fundos especiais de investimento imobiliário (FEII) e de fundos de titularização de crédito (FTC).

No que toca à gestão individual de carteiras, no período em análise o valor sob gestão desceu 1,7% face ao 2º trimestre de 2008 para 61.896,1 milhões de euros (redução de 1,6% relativamente a Setembro de 2007). Quanto ao investimento por tipo de activos, os valores mobiliários cotados e as unidades de participação continuaram a ser os activos com mais peso na totalidade dos investimentos com 72,3%. As aplicações em acções nacionais (-17,2%) e estrangeiras (-20,2%) apresentaram as maiores quedas trimestrais. Em contrapartida a dívida pública estrangeira (+7,5%) e as obrigações nacionais (+6%) registaram as maiores subidas.

O Luxemburgo, Portugal, a Alemanha, o Reino Unido e a Espanha foram, por esta ordem, os países mais procurados.

A Caixagest liderou o mercado com uma quota de 27,8% seguida da F&C Portugal (27,4%) e da ESAF (15,5%).

O valor sob a gestão colectiva de carteiras sofreu uma queda de 1,8% em comparação com o 2º trimestre de 2008 para 56.510,7 milhões de euros (descida de 7,8% face ao período homólogo).

Os organismos de investimento colectivo em valores mobiliários (OICVM) e fundos especiais de investimento (FEI) geriram 17.930,4 milhões de euros, menos 2.744,4 milhões de euros que no fim do 2 trimestre de 2008 e 10.088,3 milhões que no período homólogo.

Os fundos de acções (-22,6%) apresentaram a maior descida trimestral no valor sob gestão, seguidos dos fundos de obrigações de taxa fixa (-21,4%) e dos fundos mistos (-19%). Já os fundos poupança reforma (+8,9%) e os fundos flexíveis (+5,8%) registaram as maiores subidas.

O Luxemburgo foi o país destino de 34,9% das aplicações dos fundos mobiliários, seguido da Irlanda com 16,4% e do Reino Unido com 12,7%.

A Caixagest (24,2%), o Santander Asset Management (17,6%) e a ESAF (16,3%) foram as entidades com maiores quotas de mercado.

O investimento colectivo em valores imobiliários (FII e FEII) sofreu uma descida face ao trimestre anterior de 1,5% para 10.455,5 milhões de euros.

A Fundimo apresentou a quota de mercado mais elevada (12,8%), com a ESAF (11%) e a Interfundos (10,5%) a ocuparem as posições seguintes.

Os fundos de titularização de crédito apresentaram um valor sob gestão de 28.124,7 milhões de euros, superando em 7,1% o registado no 2º trimestre de 2008. Os créditos hipotecários, com um peso de 80% na totalidade da carteira de investimentos, continuaram a ser a principal componente.