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Estatísticas

Estatísticas periódicas


Indicadores trimestrais de intermediação financeira

1º trimestre de 2018
 

Execução de ordens por conta de outrem

No primeiro trimestre de 2018, o volume de ordens executadas no mercado a contado pelos intermediários financeiros a operar em Portugal totalizou 19.185,5 milhões de euros, menos 27,0% do que no trimestre anterior e menos 23,4% do que em igual período de 2017.

As ordens executadas sobre dívida pública e sobre dívida privada decresceram face ao trimestre anterior, respetivamente 19,1% e 51,6%, e sobre ações recuaram 14,6%.

As transações realizadas fora de mercado representaram 42,4% do total de ordens, tendo descido 28,0% para 8.140,8 milhões de euros. A internalização de ordens caiu 31,3%, para 7.628,0 milhões de euros. As transações nos mercados nacionais pesaram 15,4% do total no primeiro trimestre e ascenderam a 2.945,7 milhões de euros, menos 15,2% do que nos três meses anteriores.

O Banco Português de Investimento foi o intermediário financeiro com a quota de mercado mais elevada (25,2%) no segmento de ações, seguido do Banco Comercial Português (23,9%) e do Caixa – Banco de Investimento (11,2%). Nas ordens sobre dívida pública liderou o Banco Português de Investimento, com uma quota de mercado de 31,8%, seguido do Banco Comercial Português (28,9%) e da Patris – Sociedade Corretora (16,5%). Já nas ordens sobre dívida privada coube ao Banco Santander Totta a maior quota de mercado, com 43,6%, seguida do Banco Português de Investimento (23,1%) e da Patris – Sociedade Corretora (15,2%).

No mercado a prazo, o valor transacionado entre janeiro e março totalizou 9.905,5 milhões de euros, mais 4,7% do que nos três meses anteriores e mais 54,7% face ao valor registado em igual período de 2017. Os CFDs representaram 95,0% do total de ordens executadas neste mercado tendo o valor negociado neste instrumento financeiro sido de 9.413,6 milhões de euros. Os contratos de futuros pesaram 4,8% do total.

Os contratos de derivados foram o ativo subjacente mais procurado no período considerado (72,5% do total), com o valor das ordens a totalizar 7.180,7 milhões de euros, seguidos das taxas de câmbio, que pesaram 21,9% nas decisões de investimento.

As ordens sobre derivados foram maioritariamente executadas fora de mercado (95,2% do total), enquanto 1,6% foram nos mercados nacionais e 3,1% nos internacionais.

Receção de ordens por conta de outrem

Entre janeiro e março, o valor das ordens recebidas no mercado a contado pelos intermediários financeiros registados na CMVM totalizou 22.316,2 milhões de euros, menos 24,4% do que nos três meses anteriores e menos 25,7% quando comparado com o período homólogo de 2017.

Os investidores residentes foram responsáveis por 47,9% do valor das ordens recebidas, num total de 10.681,4 milhões de euros, uma descida de 8,4% face ao trimestre anterior. As ordens dos investidores não residentes decresceram 34,8% para 11.634,8 milhões.

A dívida pública foi o ativo financeiro mais procurado (56,9% do total), com uma queda trimestral de 18,2%, seguida das ações e dos títulos sobre dívida privada, que atingiram, respetivamente, 4.683,7 milhões de euros e 3.244,6 milhões. 

Quanto ao investimento por país, Portugal recebeu 58,3% do valor das ordens (3.494,5 milhões de euros), seguido de EUA (10,5%) e França (9,3%).

Os canais tradicionais (telefone, fax, presencial) continuam a ser os mais utilizados para a transmissão de ordens (83,7% do total). A utilização da Internet para transmissão de ordens teve um recuo trimestral de 3,2%.

No mercado a prazo, o volume das ordens recebidas por intermediários financeiros situou-se em 28.401,7 milhões de euros, uma subida de 16,9% face aos três meses anteriores. Os CFDs (63,5% do total) e os futuros (33,6%) foram os instrumentos financeiros mais utilizados pelos investidores no período considerado, enquanto ao nível dos ativos subjacentes, as preferências recaíram sobre taxas de câmbio (34,2%) e os índices (28,1%).

Negociação por conta própria

No mercado a contado, o valor transacionado pelos intermediários financeiros por conta própria decresceu 5,8% para 81.897,5 milhões de euros no primeiro trimestre deste ano, em relação aos três meses anteriores, tendo subido 23,1% face a igual período de 2017.

A dívida pública foi o valor mobiliário mais procurado para negociação por conta própria, 75,9% do total. As transações de títulos de dívida privada desceram 53,4% no período considerado para 5.588,4 milhões de euros.

No segmento acionista, o valor negociado por conta própria caiu 15,6% em relação ao trimestre anterior, tendo recuado 43,2% face ao período homólogo do ano passado. Os títulos nacionais mais transacionados foram os da EDP (40,7% do total), da REN (21,0%) e da Altri (8,0%).

No mercado a prazo, o valor das transações por conta própria subiu 4,4%, para 26.819,1 milhões de euros. Deste montante, 86,0% teve como finalidade a negociação, enquanto 14,0% se destinou ao hedging.

Os contratos de futuros foram o instrumento financeiro derivado mais utilizado nas carteiras de negociação, representando a quase totalidade do valor dos negócios. As taxas de juro de curto prazo e as taxas de juro de médio e longo prazo foram os ativos subjacentes preferenciais dos intermediários financeiros, representando, respetivamente, 70,0% e 17,0% do total dos derivados.

Concessão de crédito para a realização de operações sobre valores mobiliários

O montante utilizado[1] dos créditos concedidos para a realização de operações sobre valores mobiliários totalizou 1.914,3 milhões de euros entre janeiro e março, menos 0,6% do que nos três meses anteriores. Deste montante, 40,6% foi concedido pelo Deutsche Bank (Portugal) e 26,4% pela CGD.

Registo e depósito de valores mobiliários por conta de outrem

O montante de registo e depósito de valores mobiliários por conta de outrem situou-se em 237.651,9 milhões de euros no primeiro trimestre, mais 4,2% do que nos três meses anteriores e mais 8,9% do que no período homólogo de 2017. Os clientes residentes representavam 75,9% do valor total no final de março, sendo que 44,7% operaram nos mercados regulamentados.

Registo e depósito de valores mobiliários por conta própria

O montante de registo e depósito de valores mobiliários por conta própria totalizou 110.905,0 milhões de euros no primeiro trimestre, mais 8,5% do que nos três meses anteriores e mais 7,4% do que no período homólogo. Os emitentes residentes representavam 78,0% do montante total, sendo que 28,6% operaram nos mercados regulamentados. 

Situação patrimonial e indicadores económico-financeiros

As comissões líquidas cobradas pelas sociedades corretoras e sociedades financeiras de corretagem atingiram 12,7 milhões de euros no quarto trimestre de 2017, o que representa uma subida de 14,3% face ao período homólogo de 2016. O ativo e passivo, ajustados de operações pendentes de liquidação, decresceram no mesmo período 24,7% e 28,4%, respetivamente.

Os capitais próprios e equiparados dos intermediários financeiros representaram 20,9% do passivo no final de dezembro, contra 14,7% em igual período de 2016. A rendibilidade dos capitais próprios foi de 6,0%, contra 4,8% em dezembro de 2016.

  

  [1] O montante utilizado é calculado com base no saldo registado no final do primeiro trimestre de 2010, adicionado dos valores utilizados em cada trimestre e subtraído das amortizações realizadas pelos investidores.