CMVM
skip
Idioma
pageBackground
Estatísticas

Estatísticas periódicas


Gestão de ativos

3º trimestre de 2017 

 

O valor dos ativos sob gestão individual[1] e coletiva de carteiras em Portugal atingiu 92.162,2 milhões de euros no terceiro trimestre de 2017, mais 540,1 milhões do que no trimestre anterior e mais 579,1 milhões do que no período homólogo de 2016.

  • Gestão individual de ativos

O montante dos ativos sob gestão individual aumentou 0,8% face a junho, para 63.228,4 milhões de euros, e subiu 0,2% em relação ao mesmo período do ano passado.

Os valores mobiliários cotados e as unidades de participação representavam 84,2% das aplicações. O segmento de ações nacionais cresceu 4,7% face ao trimestre anterior e caiu 5,1% em relação ao terceiro trimestre de 2016, para um total de 1.019,4 milhões de euros. As ações em carteira emitidas por entidades não residentes ascendiam a 2.304,2 milhões de euros no final de setembro, mais 3,2% do que em junho e menos 10,8% do que no período homólogo.

As aplicações em dívida pública nacional subiram 2,3% em relação ao final de junho, para 18.752,7 milhões de euros, e os montantes aplicados em dívida pública estrangeira, subiram 2,3% face ao trimestre anterior e 6,9% em relação ao período homólogo.

As aplicações em obrigações emitidas por entidades nacionais caíram 21% no trimestre, para 1.617,3 milhões de euros, contrariamente às emitidas por entidades não residentes, que cresceram 0,7% para 11.658,0 milhões de euros.

Portugal manteve-se como principal destino de investimento (33,8% do total), com um acréscimo trimestral de 0,1%, seguido do Luxemburgo que caiu 0,3% no trimestre e de Itália, que aumentou 5,0%.

A Caixagest liderava este segmento do mercado no trimestre trimestre, com uma quota de 34,4%, correspondente a 21.777,1 milhões de euros de ativos sob gestão, seguida da F&C Portugal (23,2%) com 14.643,9 milhões e da BPI Gestão de Activos (11,0%) com 6.981,9 milhões.

  • Gestão coletiva de carteiras

O valor gerido pelos organismos de investimento coletivo em valores mobiliários (OICVM), fundos de investimento alternativo (FIA), fundos de investimento imobiliário (FII), fundos especiais de investimento imobiliário (FEII), fundos de gestão do património imobiliário (FUNGEPI) e fundos de titularização de créditos (FTC) totalizou 28.933,8 milhões de euros no terceiro trimestre (mais 0,1% do que no segundo trimestre de 2017 e mais 1,7% do que no período homólogo de 2016).

O investimento em ativos mobiliários, que engloba os OICVM e os FIA, totalizou 11.936,3 milhões de euros no final de setembro, mais 0,3% do que em junho e 10,0% do que no período homólogo.

O valor das carteiras dos OICVM subiu 3,7% face aos três meses anteriores, para 10.509,1 milhões de euros. Já os FIA recuaram 1,8% para 1.427,2 milhões de euros. 

Nos OICVM, o valor sob gestão dos fundos de ações subiu 2,0%, o dos fundos de obrigações aumentou 14,5% e o dos fundos poupança (FPR) reforma cresceu 10,6%. Estas categorias de fundos estão entre as que mais pesam no valor global das carteiras. O valor dos fundos do mercado monetário teve uma queda trimestral de 7,2% e o valor sob gestão dos fundos flexíveis caiu 13,0%.

Os principais destinos de investimento em valores mobiliários no exterior foram o Luxemburgo (captando 19,6% do total aplicado), o Reino Unido (13,2%) e Alemanha (11,9%). Portugal captou 10,7%, tendo 43,1% do valor das aplicações sido efetuado em dívida pública, 30,3% em ações e 25,0% em dívida privada.

A Caixagest foi a entidade gestora com a maior quota de mercado neste segmento (30,8%), seguida da BPI Gestão de Activos (27,5%) e da IM Gestão de Activos (18,1%).

No investimento em ativos imobiliários, efetuado através de FII e FEII, o valor sob gestão atingiu 10.336,5 milhões de euros, mais 1,5% do que no trimestre anterior. Nos fundos de gestão património imobiliário (FUNGEPI) o montante sob gestão recuou 0,7% face a março, para 501,9 milhões de euros.

A Interfundos apresentava a quota de mercado mais elevada no terceiro trimestre (13,8%), seguida da Norfin (12,8%) e da Fundger (9,4%).

 Os fundos de titularização de créditos (FTC) geriam 6.159,1 milhões de euros no final de setembro, menos 2,5% do que no final do trimestre anterior e menos 12,9% do que no período homólogo de 2016. Os créditos hipotecários, com um peso de 98,2% no total de investimentos, continuavam a ser o principal ativo em carteira, apesar da descida de 2,6% face ao trimestre anterior e de 12,7% em relação ao mesmo período do ano passado, para 6.045,2 milhões de euros. 

  • Comercialização de OICVM estrangeiros

O valor sob gestão de OICVM estrangeiros comercializados por entidades registadas na CMVM atingiu 3.694,3 milhões de euros no terceiro trimestre, mais 5,8% do que nos três meses anteriores e mais 26,3% do que no período homólogo.

O Deutsche Bank tem a quota de mercado mais elevada (30,7%), seguido do Bankinter (16,9%) e do Banco Best (16,7%).



 

[1] A gestão individual de ativos é o conjunto de valores que pertencem a um titular considerado individualmente. Também é designada como gestão de patrimónios ou gestão de carteiras por conta de outrem.