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Estatísticas

Estatísticas periódicas


Gestão de ativos

2º trimestre de 2017

 

O valor dos ativos sob gestão individual[1] e coletiva de carteiras em Portugal atingiu 91.622,1 milhões de euros no segundo trimestre de 2017, mais 422,9 milhões do que no trimestre anterior, mas menos 526,9 milhões do que no período homólogo de 2016.

  • Gestão individual de ativos

O montante dos ativos sob gestão individual aumentou 0,3% face a março, para 62.719,0 milhões de euros, tendo em relação ao mesmo período do ano passado descido 0,9%.

Os valores mobiliários cotados e as unidades de participação representavam 83,6% das aplicações. O segmento de ações nacionais decresceu 17,2% face ao trimestre anterior e 10,6% em relação ao segundo trimestre de 2016, para um total de 974,1 milhões de euros. As ações em carteira emitidas por entidades não residentes ascendiam a 2.232,9 milhões de euros no final de junho, menos 3,9% do que em março e menos 9,8% do que no período homólogo.

Também as aplicações em obrigações emitidas por entidades nacionais sofreram uma descida no trimestre, de 2,5%, para 2.046,5 milhões de euros, contrariamente às emitidas por entidades não residentes, que cresceram 7,2% para 11.582,3 milhões de euros.

As aplicações em dívida pública nacional tiveram uma subida de 4,1% em relação ao final de março, para 18.339,7 milhões de euros, tendência verificada também nos montantes aplicados em dívida pública estrangeira, que subiram face ao trimestre anterior (8,9%) e ao período homólogo (13,4%).

Portugal manteve-se como principal destino de investimento (34,1% do total), com um acréscimo trimestral de 2,2%, seguido de Luxemburgo e Alemanha, com subidas de 5,9% e 0,3%, respetivamente.

A Caixagest liderava este segmento do mercado no segundo trimestre, com uma quota de 34,1%, correspondente a 21.357,1 milhões de euros de ativos sob gestão, seguida da F&C Portugal (22,9%) com 14.388,1 milhões, e da BPI Gestão de Activos (11,0%) com 6.901,2 milhões.

  • Gestão coletiva de carteiras

O valor gerido pelos organismos de investimento coletivo em valores mobiliários (OICVM), fundos de investimento alternativo (FIA), fundos de investimento imobiliário (FII), fundos especiais de investimento imobiliário (FEII), fundos de gestão do património imobiliário (FUNGEPI) e fundos de titularização de créditos (FTC) totalizou 28.903,2 milhões de euros no segundo trimestre (mais 0,8% do que no primeiro trimestre de 2017 e mais 0,1% do que no período homólogo).

O investimento em ativos mobiliários, que engloba os OICVM e os FIA, totalizou 11.895,2 milhões de euros no final de junho, mais 3,2% do que em março e 10,2% do que no período homólogo.

O valor das carteiras dos OICVM subiu 4,3% face aos três meses anteriores, para 10.137,1 milhões de euros. Já os FIA recuaram 2,4% para 1.758,0 milhões de euros. 

Nos OICVM, o valor sob gestão dos fundos de ações desceu 0,6%, dos fundos de obrigações subiu 17,1% e o dos fundos poupança (FPR) reforma aumentou 10,0%. Estas categorias de fundos estão entre as que mais pesam no valor global das carteiras. O valor dos fundos do mercado monetário teve uma queda trimestral de 7,9%.

Os principais destinos de investimento em valores mobiliários no exterior foram o Luxemburgo (captando 20,2% do total aplicado), o Reino Unido (12,0%) e Alemanha (10,8%). Portugal captou 12,6%, tendo 51,9% do valor das aplicações sido efetuado em dívida pública, 25,2% em ações e 19,9% em dívida privada.

A BPI Gestão de Activos foi a entidade gestora com a maior quota de mercado neste segmento (30,4%), seguida da Caixagest (29,6%) e da Santander Asset Management (14,6%).

No investimento em ativos imobiliários, efetuado através de FII e FEII, o valor sob gestão atingiu 10.185,2 milhões de euros, mais 0,3% do que no trimestre anterior. Nos fundos de gestão património imobiliário (FUNGEPI) o montante sob gestão recuou 0,2% face a março, para 505,5 milhões de euros.

A Interfundos apresentava a quota de mercado mais elevada no segundo trimestre (14,0%), seguida da Norfin (12,6%) e da Fundger (9,5%).

 Os fundos de titularização de créditos (FTC) geriam 6.317,3 milhões de euros em junho, menos 2,6% do que no trimestre anterior e 12,9% do que no período homólogo de 2016. Os créditos hipotecários, com um peso de 98,2% no total de investimentos, continuavam a ser o principal ativo em carteira, com uma descida de 2,5% face ao trimestre anterior e de 12,4% em relação ao mesmo período do ano passado, para 6.205,8 milhões de euros. 

  • Comercialização de OICVM estrangeiros

O valor sob gestão de OICVM estrangeiros comercializados por entidades registadas na CMVM atingiu 3.491,0 milhões de euros no segundo trimestre, mais 6,2% do que nos três meses anteriores e mais 23,9% do que no período homólogo.

O Deutsche Bank tem a quota de mercado mais elevada (29,2%), seguido do Banco Best (17,0%) e do Bankinter (16,2%).

 

 [1] A gestão individual de ativos é o conjunto de valores que pertencem a um titular considerado individualmente. Também é designada como gestão de patrimónios ou gestão de carteiras por conta de outrem.