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Estatísticas

Estatísticas periódicas


Gestão de ativos

4º trimestre de 2016

 

O valor dos ativos sob gestão individual[1] e coletiva de carteiras em Portugal atingiu 90.213,1 milhões de euros no quarto trimestre de 2016, menos 803,2 milhões do que no trimestre anterior e 6.970,9 milhões do que no período homólogo de 2015.

  • Gestão individual de ativos

O montante dos ativos sob gestão individual desceu 1,0% face a setembro, para um total de 61.944,6 milhões de euros no final de dezembro. Em relação ao mesmo período de 2015 desceu 5,7%.

Os valores mobiliários cotados e as unidades de participação representavam 81,6% das aplicações. O segmento de ações nacionais cresceu 0,6% face ao trimestre anterior, mas recuou 18,5% em relação ao quarto trimestre de 2015, para um total de 1.080,5 milhões de euros. As ações emitidas por entidades não residentes ascendiam a 2.385,5 milhões de euros no final de dezembro, menos 7,5% do que em setembro e 27,3% do que no período homólogo de 2015.

As aplicações em obrigações emitidas por entidades nacionais recuaram 3,0% em relação ao trimestre anterior, para 2.312,0 milhões de euros. Os montantes sob gestão relativos a obrigações emitidas por entidades não residentes decresceram 6,8% face a setembro e 11,5% em relação ao último trimestre de 2015, para 10.831,7 milhões de euros.

As aplicações em dívida pública nacional tiveram um aumento de 4,3% em relação ao final de setembro, para 18.306,0 milhões de euros. Os montantes aplicados em dívida pública estrangeira também subiram face ao trimestre anterior (5,5%), mas recuaram face ao período homólogo (16,4%).

Portugal manteve-se como principal destino de investimento (35,0% do total), com um crescimento trimestral de 3,3%, seguido de Luxemburgo, que decresceu 5,1%, e Alemanha, que recuou 0,5%.

A Caixagest liderava este segmento do mercado no quarto trimestre, com uma quota de 35,4%, correspondente a 21.927,9 milhões de euros de ativos sob gestão, seguida da F&C Portugal (21,0%) com 13.033,2 milhões e da GNB (10,8%) com 6.659,2 milhões.

  • Gestão coletiva de carteiras

O valor gerido pelos organismos de investimento coletivo em valores mobiliários (OICVM), fundos de investimento alternativo (FIA), fundos de investimento imobiliário (FII), fundos especiais de investimento imobiliário (FEII), fundos de gestão do património imobiliário (FUNGEPI) e fundos de titularização de créditos (FTC) totalizou 28.268,5 milhões de euros no quarto trimestre de 2016 (menos 0,7% do que no terceiro trimestre e menos 10,3% do que no período homólogo de 2015).

O investimento em ativos mobiliários, que engloba os OICVM e os FIA, totalizou 11.100,7 milhões de euros no final de dezembro, mais 2,3% do que em setembro, mas menos 7,2% do que no período homólogo.

O valor das carteiras dos OICVM subiu 2,9% face aos três meses anteriores, para 8.744,6 milhões de euros. Já os FIA aumentaram 0,1% para 2.356,1 milhões de euros. 

Nos OICVM, o valor sob gestão dos fundos do mercado monetário desceu 6,7%, enquanto o dos fundos poupança reforma aumentou 7,1%; estes fundos estão entre os que mais pesam no valor global das carteiras.

Os principais destinos de investimento em valores mobiliários no exterior foram o Luxemburgo (captando 18,0% do total aplicado), a Alemanha e o Reino Unido (ambos com 11,2%). Portugal captou 11,4%, tendo 50,9% do valor das aplicações sido efetuado em dívida pública, 31,2% em ações e 17,0% em dívida privada.

A Caixagest foi a entidade gestora com a maior quota de mercado neste segmento (31,7%), seguida da BPI Gestão de Activos (27,5%) e da IM Gestão de Activos (15,1%).

No investimento em ativos imobiliários, efetuado através de FII e FEII, o valor sob gestão atingiu 10.017,9 milhões de euros, menos 0,3% do que no trimestre anterior. Nos fundos de gestão património imobiliário (FUNGEPI) o montante sob gestão recuou 1,5% face a setembro, para 510,7 milhões de euros.

A Interfundos apresentava a quota de mercado mais elevada no quarto trimestre (13,2%), seguida da Norfin (12,7%) e da Fundger (9,5%).

 Os fundos de titularização de créditos (FTC) geriam 6.639,2 milhões de euros em dezembro, menos 5,7% do que no trimestre anterior e 20,4% do que no período homólogo de 2015. Os créditos hipotecários, com um peso de 98,2% no total de investimentos, continuavam a ser o principal ativo em carteira, com uma descida de 5,8% face ao trimestre anterior e de 18,8% em relação ao mesmo período do ano passado, para 6.518,6 milhões de euros. 

  • Comercialização de OICVM estrangeiros

O valor sob gestão de OICVM estrangeiros comercializados por entidades registadas na CMVM atingiu 2.973,2 milhões de euros no quarto trimestre, mais 1,6% do que no trimestre anterior e mais 2,7% do que no período homólogo.

O Deutsche Bank tem a quota de mercado mais elevada (26,4%), seguido do Bankinter (19,9%) e do Banco Best (17,4%).

 


 [1] A gestão individual de ativos é o conjunto de valores que pertencem a um titular considerado individualmente. Também é designada como gestão de patrimónios ou gestão de carteiras por conta de outrem.