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Comunicados

CMVM publica “Relatório sobre a atividade de capital de risco” em 2018


8 de novembro de 2019

A Comissão do Mercado de Valores Mobiliários publicou hoje o "Relatório sobre a atividade de capital de risco" em 2018[1], que revela um crescimento de 2,1% do montante sob gestão do sector do capital de risco face a 2017, tendo atingindo 4,6 mil milhões de euros, o que corresponde a 2,3% do PIB a preços correntes e a uma tendência de crescimento que se tem observado nos últimos anos.

No final de 2018, operavam no setor de capital de risco em Portugal, 48 sociedades de capital de risco (SCR) e sociedades gestoras de fundos de capital de risco (SGFCR), bem como 117 fundos de capital de risco (FCR). As SCR dirigiram os seus investimentos essencialmente para empresas financeiras e de seguros e para o setor da construção, enquanto o valor investido pelos FCR foi canalizado sobretudo para as atividades imobiliárias, a indústria transformadora e as atividades de informação e de comunicação.

O montante médio de ativos sob gestão por fundo situou-se em 39,2 milhões de euros, menos 8,6 milhões do que em 2017. Os nove fundos com ativos sob gestão superiores a 100 milhões concentravam 58,9% do total nacional, estando a sua gestão a cargo de seis operadores.

Os FCR registaram um total de 1 259 participantes detentores de unidades de participação, mais 463 que no ano anterior, o que está associado ao aumento de 22 fundos. O valor médio por participante caiu relativamente a 2017, para 3,5 milhões de euros. A maioria dos participantes eram residentes (82,5%), sendo a maioria pessoas coletivas. Ainda assim, o peso das pessoas singulares no total de participantes aumentou para 30,0% em 2018.

As fases de turnaround, expansão e management buy-out concentraram o maior valor investido, o que evidencia o maior peso do private equity face ao venture capital, este último com uma expressão diminuta. Com efeito, o peso dos investimentos na fase de start-up, correspondia apenas a 8,4% do valor total investido no final do ano nas diferentes fases de investimento, enquanto o peso dos investimentos em early stage e em seed capital se manteve abaixo dos 5,0%.

A rotação anual das carteiras de investimento resultantes de operações realizadas em 2018 aumentou, o que ocorreu em simultâneo com a diminuição do investimento líquido (para valores negativos, que se fixaram em € 163,7 milhões) e o aumento do valor das transações (para € 354,2 milhões). Quando avaliadas com base no valor de aquisição, apenas uma em cada seis operações produziu mais-valias e cerca de 25,3% registaram menos-valias.


Informação Adicional:

[1] Relatório elaborado com base na informação reportada à CMVM até 20 de agosto de 2019 pelas entidades gestoras de fundos de capital de risco, sociedades de capital de risco, as sociedades de investimento em capital de risco e as sociedades gestoras de fundos de capital de risco, ao abrigo da legislação em vigor.