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Recepção de Ordens

Março 2012

Em março de 2012, o valor das ordens sobre instrumentos financeiros recebidas pelos intermediários financeiros registados na CMVM caiu 19,3% em relação ao mês anterior, para 12.736,8 milhões de euros.

O valor das ordens sobre dívida privada, que representam cerca de metade do total, desceu 20% face a fevereiro, para 6.344,0 milhões de euros, embora o número de ordens tenha aumentado 21%. No primeiro trimestre, o valor das ordens sobre este instrumento financeiro subiu 267% e em número cresceu 224% face ao período homólogo de 2011.

No segmento acionista o valor das ordens caiu 15% em relação ao mês anterior, para 3.492,6 milhões de euros, e o número de ordens diminuiu 25%. Nos primeiros três meses do ano, o valor das ordens recuou 13% e o número de ordens desceu 17% em relação ao mesmo período de 2012.

Em contrapartida, no segmento de dívida pública o valor das ordens subiu 19%, para 1.762,4 milhões de euros, e em número aumentou 48%. Em relação ao período homólogo de 2011, o valor das ordens sobre a dívida pública aumentou 66% no primeiro trimestre e em número cresceu 490%.

O BES (17,2%), o BESI (13,1%) e a Fincor (12,0%) tiveram as maiores quotas de mercado nas transações sobre ações. Na dívida (pública e privada), a maior quota pertenceu ao BES (64,6%), seguido do Intermoney Portugal (18,9%) e o BESI (4,9%).

O valor intermediado sobre instrumentos financeiros derivados desceu 7,7% em relação a fevereiro, para 16,6 mil milhões de euros, e o número de contratos negociados diminuiu 21,5%. O montante intermediado sobre derivados caiu 43,7% no primeiro trimestre de 2011 face ao período homólogo, enquanto o número de ordens subiu 16,8%. 

O valor negociado através de contratos de futuros, o instrumento com maior peso no mercado de derivados em fevereiro (65,6% do total), caiu 6% em relação a fevereiro, para 10.935,3 milhões de euros. As taxas de juro de curto prazo, com um peso de 45%, foram o subjacente mais utilizado pelos futuros em março, enquanto as taxas de câmbio foram as mais utilizadas no primeiro trimestre.

Em março, o valor das ordens de residentes caiu 22,2% para 8.618,3 milhões de euros e o de não residentes desceu 12% para 4.118,5 milhões de euros.

Das ordens recebidas neste período, 57,2% foram executadas fora de mercado, após uma queda de 23% em relação a fevereiro, tendo 16,7% sido internalizadas, 16,0% executadas nos mercados regulamentados internacionais e 10,1% nos mercados nacionais.

A França, a Alemanha e os Estados Unidos foram os três principais destinos das ordens executadas sobre ações fora de Portugal, enquanto o Reino Unido, o Luxemburgo e a Alemanha foram o principal destino das ordens sobre títulos de dívida.