O valor das ordens recebidas pelos intermediários financeiros registados na CMVM atingiu 102 mil milhões de euros em 2009, menos 30,5% do que em 2008. Dezembro, que registou um aumento de 0,8% do valor das ordens face a Novembro, pouco contribuiu para a inversão da queda.
Embora o segmento da dívida pública tenha verificado o maior crescimento no valor das ordens em Dezembro face a Novembro (22%), as acções continuam a ser o instrumento financeiro com maior peso no valor total das ordens (57,9%). Além disso, 89,8% do número de ordens recebidas são sobre acções.
Os warrants colheram a maior queda no valor das ordens recebidas pelos intermediários financeiros em Dezembro por comparação com Novembro (-43,8%), apesar de a dívida pública ter registado a maior queda no valor das ordens na análise dos 12 meses de 2009 face a 2008 (-49%).
O Banco Português de Investimento (18,4%), o BES Investimento (13,3%) e o Banco Espírito Santo (12,5%) tiveram as maiores quotas de mercado do valor de ordens recebidas sobre acções em Dezembro. Na dívida, o BES liderou o mercado com 51,9% do valor das ordens recebidas. A Intermoney Portugal SFC (16,3%) e o Caixa BI (4,7%) ocuparam a segunda e a terceira posição nas quotas de mercado das ordens recebidas sobre dívida no mês de Dezembro.
O valor das ordens recebidas sobre instrumentos financeiros derivados aumentou 29,1% em Dezembro face ao mês anterior. Os futuros, que representaram 68,6% desse valor, foram os principais responsáveis por esse crescimento, ao aumentarem 50% no mês.
O valor das ordens internalizadas pelos intermediários financeiros subiu 82% em Dezembro face a Novembro, para 1,3 mil milhões de euros, quando o valor das ordens sobre instrumentos financeiros nos mercados internacionais desceu 15%. Espanha, Estados Unidos da América e França foram os principais destinos das ordens sobre acções internacionais, enquanto Reino Unido e Luxemburgo foram os mercados internacionais principais no segmento de dívida.
Nos 12 meses de 2009, o valor das ordens recebidas de residentes desceu 34% para 57,9 mil milhões de euros face ao mesmo período de 2008, uma queda inferior à sofrida de 26% do valor das ordens recebidas de não residentes por intermediários financeiros registados na CMVM.