Versão Portuguesa Português | English Version English

CMVM

>> Menu Principal: Comunicados / Contra-Ordenações/ De...: Comunicados  

>> Menu Principal: Comunicados / Contra-Ordenações/ De...: Comunicados

Comunicados

Relatório Trimestral de Intermediação Financeira - 1º Trimestre 2008

06 de Junho de 2008

  • Recepção de ordens por conta de outrem

 

Mercado a contado

O valor das ordens recebidas pelos intermediários financeiros no primeiro trimestre de 2008 ascendeu 120.493,7 milhões de euros, o que representou um crescimento homólogo de 125,6%. Esta variação superou a registada no último trimestre de 2007 (32,2%). Em comparação com o trimestre anterior, o valor das ordens recebidas subiu 123,7% (queda de 8,2% no quarto trimestre de 2007).

 

No período em análise, a dívida pública foi o activo mobiliário que registou a maior queda homóloga no valor das ordens recebidas (88,4%), seguida dos warrants autónomos (22,1%) e das acções (15,4%). No último trimestre de 2007, os warrants autónomos e as acções tinham crescido em termos homólogos 23,9% e 71,5%, respectivamente. Em resultado desta inversão de tendência nas acções, o seu peso no valor das ordens recebidas caiu de 64,5%, no último trimestre de 2007, para os 22,3% nos primeiros três meses de 2008.

 

Em sentido contrário, os outros valores mobiliários e a dívida privada cresceram, em termos homólogos, 1693% e 518,2%, em forte aceleração face ao último trimestre de 2007. Em comparação com o trimestre anterior, a dívida pública registou uma queda de 71,5%, as acções de 22,7% e os warrants de 21,2%. Os outros valores mobiliários e a dívida privada registaram subidas de 624% e 489%.

 

O investimento no Luxemburgo subiu 67735% em termos homólogos e 44258,1% em cadeia. O Luxemburgo continuou a ser o país onde se investiu mais (65,9%), seguido de Portugal (17,1%) e Reino Unido (3,4%). O canal de recepção mais utilizado foi o telefone, fax ou presencial, tendo sido efectuados por esta via 93,5% do valor das ordens recebidas.

 

 

Mercado a Prazo

O valor das ordens recebidas no mercado a prazo atingiu os 64.122,2 milhões de euros, crescendo 44,4% em termos anuais, o que compara com os 9,7% observados no último trimestre de 2007. A variação em cadeia nos primeiros três meses de 2008 foi de 56,6%.

 

O activo subjacente aos futuros com a maior variação foi as acções, com um crescimento homólogo de 1264,1%. Porém, as taxas de juro continuaram a ser mais utilizadas, com um peso de 54,4% no valor total das ordens recebidas. Os investidores residentes, maioritariamente institucionais, foram responsáveis por 78,1% do valor das ordens recebidas. O mercado internacional foi o mais utilizado (92,6%).

 

  • Execução de ordens por conta de outrem

 

Mercado a contado

Foram executadas, no primeiro trimestre de 2008, ordens no valor de 39.619,9 milhões de euros, o que representou um crescimento de 9,1% face ao mesmo período do ano anterior. Esta evolução representa uma clara desaceleração face ao crescimento de 68,7% do quarto trimestre de 2007. Em cadeia, a execução de ordens caiu 3,6%.

 

O investimento em dívida pública registou uma perda homóloga de 81,1%, as acções de 15,6% e os warrants autónomos de 29%. Já os outros valores mobiliários e a dívida privada subiram 319,1% e 102,8%, respectivamente. O peso do valor das ordens executadas no mercado nacional caiu de 65%, no primeiro trimestre de 2007, para 44,7% no primeiro trimestre de 2008. Em sentido contrário o peso das ordens internalizadas subiu, no mesmo período, dos 10,7% para os 34,8%.

 

Mercado a prazo

 

A execução de ordens chegou aos 192,2 milhões de euros no primeiro trimestre de 2008, o que implicou uma queda homóloga de 61,1%. Apesar de terem registado a maior queda homóloga no valor de ordens executadas (66,6%), os índices mantiveram o seu maior peso (75,4%). O mercado internacional manteve-se como o mais utilizado, tendo sido responsável por 98,7% do total das ordens executadas.

 

 

  • Negociação por conta própria

 

Mercado a contado

 

No período em análise, o volume de transacções por conta própria atingiu os 85.436,6 milhões de euros, subindo 22,2% face ao mesmo período do ano anterior. Porém, em cadeia registou-se uma queda de 8,4%.

 

A carteira dos intermediários financeiros destinou-se maioritariamente à Negociação (60,4%), seguindo-se o Investimento (28,5%) e, por fim, o Market Making (11,2%). Na vertente de negociação, os activos mobiliários mais utilizados foram a dívida pública (31,1%) e a dívida privada (29,5%). As acções foram o único activo a registar uma variação anual negativa (-4,4%).

 

Mercado a prazo

 

O valor das transacções caiu 8,5% em termos anuais, para os 92.133,4 milhões de euros. Face ao trimestre anterior a queda foi de 68,2%. A Negociação foi a finalidade principal das transacções (98,4%), com o hedging a manter uma relevância muito reduzida (1,6%). As acções foram o activo subjacente que mais cresceu em termos homólogos, 119,6%. As taxas de juro mantiveram o seu maior peso (83.4%). As transacções foram principalmente efectuadas no mercado internacional (99,54%).

 

  • Concessão de Crédito para a realização de operações sobre valores mobiliários

 

No período em análise, o valor dos empréstimos, 595,2 milhões de euros, subiu 13,4% em termos homólogos e estagnou (0,4%) quando em comparação com o trimestre anterior. A maior parte deste crédito, 73,6%, foi feito em dinheiro.

 

  • Registo e Depósito de Valores Mobiliários por Conta de Outrem

 

O registo e depósito de valores mobiliários ascendeu aos 346.775,8 milhões de euros no primeiro trimestre de 2008, caindo 10,3% em termos homólogos. Os clientes não residentes reduziram o seu investimento em 19,2%. O mercado regulamentado foi o mais utilizado (60,5%).

 

 

  • Situação patrimonial e indicadores económico-financeiros

 

As comissões líquidas cobradas pelas sociedades corretoras e sociedades financeiras de corretagem subiram 28,6% no ano de 2007, variação inferior à de 2006, 30%. Em 2007, assistiu-se a uma contracção do activo (-43%) e do passivo ajustado (-56,2%), ao contrário do ocorrido em 2006 em que estes subiram 130,3% e 173,9%, respectivamente.

 

As Comissões Cobradas representaram 54,5% dos proveitos e os Lucros em Operações Financeiras 36,9%, invertendo-se a ordem observada em 2006. Nos custos, os Prejuízos em Operações Financeiras mantiveram a primeira posição em 2007 (36,3%).