Em Setembro deste ano, o valor das ordens sobre instrumentos financeiros recebidas pelos intermediários financeiros registados na CMVM subiu 11,5% em comparação com o mês anterior, para 10.214,4 milhões de euros. Nos primeiros nove meses do ano, este valor desceu 37,3% em relação ao período homólogo de 2010 para 71,0 mil milhões de euros.
As ordens sobre dívida pública subiram 146% em valor (1.591,5 milhões de euros) e 102% em número. Entre Janeiro e Setembro, caíram 29% e 110% respectivamente, face a igual período do ano passado.
Também no segmento accionista e relativamente ao mês de Setembro, o valor das ordens subiu 8% (para 4.421,2 milhões de euro), tendo nos primeiros nove meses, caído 38% face ao mesmo período do ano passado, para 36.907,0 milhões de euros.
Na dívida privada, o valor das ordens recebidas totalizou 3.822,0 milhões de euros, menos 6% face a Agosto. De Janeiro a Setembro, registou uma quebra de 43% mas o número de ordens cresceu 23%.
O BES (24,8%), o BES Investimento (13,6%) e o Santander Totta (9,4%) tiveram as maiores quotas de mercado nas transacções sobre acções em Setembro. Na dívida (pública e privada), o BES teve a maior quota de mercado (47,3%), seguido do Intermoney Portugal (30,5%) e do BPI (6,5%).
O valor intermediado sobre instrumentos financeiros derivados caiu 5,1% face ao mês anterior, para 21,04 mil milhões de euros, tendo o número de contratos negociados descido 0,6%. Desde o início do ano, o montante intermediado reduziu-se em 16,0% face ao período homólogo, para 224,5 mil milhões de euros, enquanto o número de ordens aumentou 10,3%.
O valor negociado através de contratos de futuros, o instrumento que tem maior peso no mercado de derivados (68,8% do total), desceu 1% em relação a Agosto, para 14.477,4 milhões de euros. Os índices e as taxas de câmbio foram o subjacente mais utilizado em Setembro, com um peso de, respectivamente, 37,1% e 30,6%. Nos primeiros nove meses do ano, o valor intermediado sobre estes contratos caiu 17% em relação ao período homólogo, para 161,3 mil milhões de euros.
Em Setembro, o valor das ordens de residentes subiu 2% para 6.378,7 milhões de euros e o de não residentes aumentou 32% para 3.835,7 milhões de euros.
Das ordens recebidas neste período, 58,5% foram executadas fora de mercado, o que representa um aumento de 22% em relação a Agosto. No mesmo período, 4,7% das ordens foram internalizadas, mais 41% do que no mês anterior, já nos mercados regulamentados, 15,4% +foram executadas nos mercados nacionais e 21,4% nos internacionais.
A França, a Alemanha e os Estados Unidos foram os três principais destinos das ordens executadas sobre acções fora de Portugal em Setembro, enquanto a Alemanha, o Reino Unido e o Luxemburgo lideraram na concretização de ordens sobre títulos de dívida.