Em Novembro de 2011, o valor das ordens sobre instrumentos financeiros recebidas pelos intermediários financeiros registados na CMVM subiu 56,4% em relação ao mês anterior, para 13.373,8 milhões de euros. Nos primeiros onze meses do ano, o valor acumulado desceu 31,3% face ao período homólogo de 2010, para 92,9 mil milhões de euros.
No mesmo período, o segmento de dívida privada registou um aumento de 90% no valor das ordens recebidas, para 6.730,5 milhões de euros. Entre Janeiro e Novembro, as ordens sobre dívida privada totalizaram 32.132,8 milhões de euros, menos 24% do que em igual período do ano passado.
As ordens sobre dívida pública subiram 74% em valor (2.249,7 milhões de euros) face a Outubro, mas caíram 6% em número. Nos primeiros onze meses de 2011, o valor das ordens desceu 13% em relação ao período homólogo, para 12.702,6 milhões de euros.
No segmento accionista, a subida do valor das ordens foi de 16% em relação a Outubro, para 3.856,4 milhões de euros. De Janeiro a Novembro, este segmento registou uma quebra de 41% em valor e de 20% em número de ordens, face a igual período do ano passado.
O BES (17,1%), o BES Investimento (16,6%) e o BCP (9,2%) tiveram as maiores quotas de mercado nas transacções sobre acções em Novembro. Na dívida (pública e privada), a maior quota pertenceu ao BPI (44,7%), seguido do BES (34,4%) e da Intermoney Portugal (15,0%).
O valor intermediado sobre instrumentos financeiros derivados caiu 42,7% face ao mês anterior, para 13,1 mil milhões de euros, enquanto o número de contratos negociados subiu 14,9%. Desde o início do ano, o montante intermediado acumulado sobre derivados reduziu-se 15,3% para 260,6 mil milhões de euros, enquanto o número de ordens aumentou 3,1% face ao período homólogo de 2010.
O valor negociado através de contratos de futuros, o instrumento com maior peso no mercado de derivados (60,6% do total), caiu 55% em relação a Outubro, para 7.981,4 milhões de euros. As taxas de juro de curto prazo e os índices foram os subjacentes mais utilizados em Novembro, com um peso de, respectivamente, 54,6% e 23,1%. Nos primeiros onze meses do ano, o valor intermediado sobre os contratos de futuros caiu 14% em relação ao período homólogo, para 187,2 mil milhões de euros.
Em Novembro, o valor das ordens de não residentes aumentou 170% para 6.047,4 milhões de euros e o de residentes subiu 16% para 7.326,3 milhões de euros.
Das ordens recebidas neste período, 44,1% foram executadas nos mercados regulamentados internacionais, o que representa um aumento de 230% em relação a Outubro. Em Novembro, 39,6% das ordens foram executadas fora de mercado e 4,2% foram internalizadas. Nos mercados regulamentados nacionais, foram executadas 12,1% das ordens, mais 24% do que no mês anterior.
A França, a Alemanha e os Estados Unidos foram os três principais destinos das ordens executadas sobre acções fora de Portugal em Novembro, enquanto o Luxemburgo, a Alemanha e o Reino Unido lideraram na concretização de ordens sobre títulos de dívida.