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Recepção de Ordens

Março 2011

O valor das ordens de compra e venda sobre instrumentos financeiros recebidas pelos intermediários financeiros registados na CMVM caiu 40,6% no primeiro trimestre de 2011 face ao período homólogo de 2010, para 22,73 mil milhões de euros. Em Março, o valor das ordens subiu 2,5% em relação a Fevereiro para 8.021,7 milhões de euros.

No segmento accionista, o valor intermediado foi de 12.993,5 milhões de euros nos primeiros três meses do ano, menos 39% do que em igual período de 2010, e o número de ordens caiu 23%. Em Março, o montante das ordens subiu 10% face a Fevereiro para 4.706,5 milhões de euros e o número aumentou 6%.

Na dívida pública, o valor intermediado no primeiro trimestre foi de 3.376,9 milhões de euros, menos 4% do que no mesmo período do ano passado, em contrapartida o número de ordens subiu 39%. Em Março, o valor das ordens sobre dívida pública caiu 52% face ao mês anterior para 855,6 milhões de euros.  

Na dívida privada, o valor das ordens desceu 58% no primeiro trimestre, face ao período homólogo de 2010, para 5.419 milhões de euros e o número de ordens caiu 13%. Em Março o montante intermediado foi de 2.084,5 milhões de euros, mais 42% do que no mês anterior, e o número de ordens subiu 20%.

O BES Investimento (18%), o BES (11%) e BPI (8,5%) tiveram as maiores quotas de mercado nas transacções sobre acções entre Janeiro e Março. Na dívida (pública e privada), o Intermoney Portugal SFC teve a maior quota de mercado (30,7%), seguido do BES (17,7%) e do BES Investimento (14,8%).

O valor intermediado sobre instrumentos financeiros derivados desceu 16,8% no primeiro trimestre face ao período homólogo de 2010, para 79,85 mil milhões de euros, tendo o número de contratos negociados caído 19,4%. Em Março, o montante intermediado aumentou 34,6% em relação a Fevereiro, para 34,6 mil milhões de euros, enquanto o número de ordens diminuiu 4,2%. 

O valor negociado através de contratos de futuros, o instrumento que tem maior peso no mercado de derivados (73,8% do total), caiu 18% nos primeiros três meses do ano, face a igual período do ano passado, para 58,9 mil milhões de euros. Em Março, o valor intermediado sobre estes contratos subiu 36% em relação a Fevereiro, para 26,6 mil milhões de euros.  

No primeiro trimestre, o valor das ordens de não residentes caiu 61% % face aos primeiros três meses de 2010 para 7,8 mil milhões de euros e o de residentes caiu 18% para 14,8 mil milhões de euros. Em Março, o valor intermediado de não residentes subiu 23% face ao mês anterior, enquanto o de residentes caiu 6,6%.

Entre Janeiro e Março, 35% do valor das ordens foram executadas fora de mercado, menos 55% do que no mesmo período de 2010. No mesmo período, 8% das ordens foram internalizadas, menos 71%% do que no primeiro trimestre do ano passado. Nos mercados regulamentados, 29% das ordens foram executadas nos mercados nacionais no primeiro trimestre e 27% nos internacionais.

A França, os Estados Unidos e a Espanha foram os três principais destinos das ordens executadas sobre acções fora de Portugal no primeiro trimestre, enquanto o Luxemburgo, a Alemanha e o Reino Unido lideraram na concretização de ordens sobre títulos de dívida.