O valor das ordens de compra e venda sobre instrumentos financeiros recebidas pelos intermediários financeiros registados na CMVM subiu 2,8% em Maio face ao mês anterior, para 7.372,8 milhões de euros. Nos primeiros cinco meses do ano, o valor das ordens desceu 48,9% em relação ao período homólogo de 2010 para 37,2 mil milhões de euros.
Na dívida privada, o valor intermediado aumentou 57% em Maio, para 1.975,1 milhões de euros e o número de ordens subiu 19%. Desde o início do ano, o montante intermediado de títulos de dívida privada foi de 8.665,7 milhões de euros, menos 61% do que nos primeiros cinco meses de 2010, e o número de ordens caiu 5%.
Na dívida pública, o valor das ordens subiu 9% face a Abril, para 1.434,0 milhões de euros, enquanto o número de ordens cresceu 33%. Entre Janeiro e Maio, o valor das ordens sobre dívida pública caiu 18% e o número de ordens subiu 29% face ao período homólogo de 2010.
Em contrapartida, no segmento accionista, o valor das ordens foi de 3.532,4 milhões de euros em Maio, menos 19% do que em Abril, tendo o número de ordens subido 23%. Nos primeiros cinco meses de 2011, o valor das ordens desceu para metade face ao mesmo período do ano passado, para 20.867,7 milhões de euros e o número de ordens reduziu-se em 34%.
O BES Investimento (21,6%), o BPI (12,3%) e o CaixaBI (9,38%) tiveram as maiores quotas de mercado nas transacções sobre acções em Maio. Na dívida (pública e privada), o Intermoney Portugal SFC teve a maior quota de mercado (60,9%), seguido do BES (16,3%) e do BES Investimento (5%).
O valor intermediado sobre instrumentos financeiros derivados aumentou 16,1% face ao mês anterior, para 28,05 mil milhões de euros, tendo o número de contratos negociados caído 28,5%. Entre Janeiro e Maio, o montante intermediado reduziu-se 22,9% face ao período homólogo, para 132,07 mil milhões de euros, enquanto o número de ordens desceu 0,5%.
O valor negociado através de contratos de futuros, o instrumento que tem maior peso no mercado de derivados (73,5% do total), subiu 25% em relação a Abril, para 20.632,3 milhões de euros. Nos primeiros cinco meses do ano, o valor intermediado sobre estes contratos caiu 25% em relação ao período homólogo, para 96,0 mil milhões de euros.
Em Maio, o valor das ordens de não residentes subiu 40% para 2.741,2,0 milhões de euros e o de residentes caiu 11,2% para 4.631,5 milhões de euros.
Cerca de 46% das ordens recebidas neste período, foram executadas fora de mercado, o que representa uma queda de 8% em relação a Abril. No mesmo período, 2% das ordens foram internalizadas, menos 55% do que no mês anterior. Nos mercados regulamentados, 25,9% das ordens foram executadas nos mercados nacionais e 25,6% nos internacionais.
A França, os Estados Unidos e a Alemanha foram os três principais destinos das ordens executadas sobre acções fora de Portugal em Maio, enquanto o Reino Unido, a Alemanha e o Luxemburgo lideraram na concretização de ordens sobre títulos de dívida.