O valor das ordens de compra e venda sobre instrumentos financeiros recebidas pelos intermediários financeiros registados na CMVM caiu 8,3% em Junho face ao mês anterior, para 6.758,59 milhões de euros. No primeiro semestre do ano, o valor das ordens desceu 46,7% em relação ao período homólogo de 2010 para 44,04 mil milhões de euros.
O valor das ordens caiu em Junho quer no segmento accionista quer no de dívida pública, respectivamente, menos 5% e 63%, tendo o mesmo acontecido no primeiro semestre face ao período homólogo de 2010, menos 48% e menos 16%.
Pelo contrário, na dívida privada, o valor intermediado aumentou 17% em Junho, para 2.315,9 milhões de euros, enquanto o número de ordens caiu 30%. Desde o início do ano, o montante intermediado de títulos de dívida privada foi de 10.981,6 milhões de euros, menos 59% do que no primeiro semestre de 2010, e o número de ordens recuou 8%.
O BES Investimento (22,6%), o BPI (11,2%) e o BCP (9,6%%) tiveram as maiores quotas de mercado nas transacções sobre acções em Junho. Na dívida (pública e privada), o Intermoney Portugal teve a maior quota de mercado (37%), seguido do BES (31,2%) e do BES Investimento (10,7%).
O valor intermediado sobre instrumentos financeiros derivados caiu 8,1% face ao mês anterior, para 25,77 mil milhões de euros, tendo o número de contratos negociados descido 4%. Entre Janeiro e Junho, o montante intermediado caiu 23,6% face ao período homólogo, para 157,84 mil milhões de euros, enquanto o número de ordens cresceu 0,5%.
O valor negociado através de contratos de futuros, o instrumento que tem maior peso no mercado de derivados (77,1% do total), desceu 4% em relação a Maio, para 19.864,0 milhões de euros. No primeiro semestre, o valor intermediado sobre estes contratos caiu 24% em relação ao período homólogo, para 115,9 mil milhões de euros.
Em Junho, o valor das ordens de não residentes caiu 16% para 2.301,86 milhões de euros e o de residentes reduziu-se 3,8% para 4.456,7 milhões de euros.
Cerca de 39,7% das ordens recebidas neste período, foram executadas fora de mercado, o que representa uma queda de 22% em relação a Maio. No mesmo período, 6,3% das ordens foram internalizadas, mais 188% do que no mês anterior. Nos mercados regulamentados, 29,5% das ordens foram executadas nos mercados nacionais e 24,6% nos internacionais.
A França, os Estados Unidos e a Espanha foram os três principais destinos das ordens executadas sobre acções fora de Portugal em Junho, enquanto o Reino Unido, a Alemanha e a França lideraram na concretização de ordens sobre títulos de dívida.