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Recepção de Ordens

Janeiro 2011

O valor das ordens de compra e venda sobre instrumentos financeiros recebidas pelos intermediários financeiros registados na CMVM caiu 24,1% em Janeiro face ao mês anterior e 19,5% em relação ao período homólogo de 2009, para 6,89 mil milhões de euros.

No segmento accionista foram recebidas ordens no valor de 4.005,1 milhões de euros, menos 11% do que em Dezembro, enquanto o número de ordens registou um aumento mensal de 11%.

Na dívida pública o valor intermediado das ordens foi de 721,4 milhões de euros no primeiro mês de 2011, menos 19% do que do que no mês anterior, em contrapartida o número de ordens subiu 15% face a Dezembro. No segmento de dívida privada, o valor das ordens atingiu 1.879,0 milhões de euros, menos 44% do que no mês anterior e o número de ordens caiu 8%.

O BES Investimento (20,2%), o BPI (10,3%) e CaixaBI (8%) tiveram as maiores quotas de mercado nas transacções sobre acções. Na dívida (pública e privada), o Intermoney Portugal SFC tem a maior quota de mercado (40%), seguido do BES (19,1%) e do BES Investimento (12,7%).

O valor intermediado sobre instrumentos financeiros derivados subiu 7,5% para 19,4 mil milhões de euros, tendo o número de contratos negociados aumentado 0,2% face a Novembro. O valor negociado através de contratos de futuros, o instrumento que tem maior peso no mercado de derivados (64,9% do total), subiu 10% em relação a Dezembro, para 12,6 mil milhões de euros em Janeiro.

Em Janeiro, 33,7% das ordens intermediadas foram executadas fora de mercado, menos 29% do que no mês anterior. Nos mercados nacionais foram executadas 28,7% das ordens, enquanto 30,4% foram executadas nos mercados internacionais e 7,2% foram internalizadas.

A França, Espanha e a Alemanha foram os três principais destinos das ordens executadas sobre acções fora de Portugal, enquanto o Reino Unido, Luxemburgo e a Alemanha lideraram na concretização de ordens sobre títulos de dívida.

No período em análise, o valor das ordens de residentes caiu 34% para 4.43 mil milhões de euros, enquanto as de não residentes subiram 4% para 2,45 mil milhões de euros.