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Recepção de Ordens

Fevereiro 2011

O valor das ordens de compra e venda sobre instrumentos financeiros recebidas pelos intermediários financeiros registados na CMVM subiu 13,5% em Fevereiro face ao mês anterior para 7,82 mil milhões de euros, impulsionado pelo mercado de dívida pública e accionista.

No segmento de dívida pública, o valor intermediado das ordens foi de 1.799,9 milhões de euros em Fevereiro, mais 149% do que do que no mês anterior, em contrapartida o número de ordens caiu 8% face a Janeiro. Já na dívida privada, o valor das ordens desceu 8% para 1.465,9 milhões de euros e o número de ordens caiu 8%.

Nas acções, o valor intermediado foi de 4.281,8 milhões de euros, mais 7% do que em Janeiro e o número de ordens registou um aumento mensal de 3%. Nos primeiros dois meses do ano, o montante das ordens do segmento accionista acumula uma queda de 43% face a igual período de 2010.

O BES Investimento (15,3%), o BES (8,6%) e Santander Totta (8,2%) tiveram as maiores quotas de mercado nas transacções sobre acções. Na dívida (pública e privada), o Intermoney Portugal SFC tem a maior quota de mercado (32,2%), seguido do Caixa BI (28%) e do BES Investimento (10,2%).

O valor intermediado sobre instrumentos financeiros derivados subiu 32,5% para 25,75 mil milhões de euros, tendo o número de contratos negociados caído 13,8% face a Janeiro. O valor negociado através de contratos de futuros, o instrumento que tem maior peso no mercado de derivados (76,3% do total), subiu 56% em relação a Janeiro, para 19,6 mil milhões de euros em Fevereiro.

No período em análise, o valor das ordens de residentes subiu 21,6% para 5,39 mil milhões de euros, enquanto as de não residentes caíram 1% para 2,43 mil milhões de euros.

Em Fevereiro, 13,9% das ordens foram internalizadas, mais 120% do que no mês anterior. No mesmo período, 33,4% das ordens intermediadas foram executadas fora de mercado, mais 13% do que em Janeiro. Nos mercados regulamentados, 27,1% das ordens foram executadas nos mercados nacionais e 25,6% nos internacionais.

Os Estados Unidos, a França e a Alemanha foram os três principais destinos das ordens executadas sobre acções fora de Portugal, enquanto a Alemanha, Reino Unido e a Luxemburgo lideraram na concretização de ordens sobre títulos de dívida