Em dezembro de 2011, o valor das ordens sobre instrumentos financeiros recebidas pelos intermediários financeiros registados na CMVM subiu 15,2% em relação ao mês anterior, para 15.411,3 milhões de euros. O valor acumulado em 2011 desceu 25% face a 2010, para 108,3 mil milhões de euros.
O segmento acionista registou um aumento de 115% no valor das ordens recebidas face a novembro, para 8.281,5 milhões de euros. Em 2011 totalizou 52.378,9 milhões de euros, menos 34% do que no ano anterior.
As ordens sobre dívida pública caíram 29% em valor (1.596,5 milhões de euros, mas subiram 4% em número) face ao mês anterior. Em 2011, já relativamente a 2010, desceram 8%, para 14.299,2 milhões de euros.
No segmento de dívida privada, a queda do valor das ordens foi de 34% em relação a novembro, para 4.457,6 milhões de euros. De janeiro a dezembro, este segmento registou uma quebra de 20% em valor e uma subida de 32% em número de ordens, face a igual período de 2010.
O Barclays Bank (36%), o CaixaBI (20,6%) e o BES (15,5%) tiveram as maiores quotas de mercado nas transações sobre ações em dezembro. Na dívida (pública e privada), a maior quota pertenceu ao BES (55,4%), seguido do Intermoney Portugal (17,5%) e o BPI (8,1%).
O valor intermediado sobre instrumentos financeiros derivados subiu 27,8% face ao mês anterior, para 16,8 mil milhões de euros, enquanto o número de contratos negociados desceu 33,9%. No ano de 2011, o montante intermediado acumulado sobre derivados reduziu-se 14,8% para 277,4 mil milhões de euros, enquanto o número de ordens aumentou 1,1% face a 2010.
O valor negociado através de contratos de futuros, o instrumento com maior peso no mercado de derivados (77,8% do total), subiu 64% em relação a novembro, para 13.093,8 milhões de euros. As taxas de juro de curto prazo e os índices foram os subjacentes mais utilizados em dezembro, com um peso de, respetivamente, 68,0% e 15,7%. No conjunto de 2011, o valor intermediado sobre os contratos de futuros caiu 13% em relação a 2010, para 200,3 mil milhões de euros.
Em dezembro, o valor das ordens de residentes aumentou 49,4% para 10.942,0 milhões de euros e o de não residentes caiu 26% para 4.469,3 milhões de euros.
Das ordens recebidas neste período, mais de dois terços (67,2%) foram executadas fora de mercado, o que representa um aumento de 96% em relação a novembro. Em dezembro, 17,8% das ordens foram executadas nos mercados regulamentados nacionais, 12,2% nos mercados internacionais e 2,9% foram internalizadas.
A França, os Estados Unidos e a Alemanha foram os três principais destinos das ordens executadas sobre ações fora de Portugal em dezembro, enquanto o Luxemburgo, a Alemanha e o Reino Unido lideraram na concretização de ordens sobre títulos de dívida.