Em Agosto, o valor das ordens de compra e venda sobre instrumentos financeiros recebidas pelos intermediários financeiros registados na CMVM subiu 20,5% em comparação com o mês anterior, para 9.156,86 milhões de euros. Nos primeiros oito meses do ano, o valor das ordens desceu 41,4% em relação ao período homólogo de 2010 para 60,79 mil milhões de euros.
Na dívida privada, o valor das ordens recebidas superou os 4.000 milhões de euros pela primeira vez desde Julho de 2010, após uma subida de 37% face ao mês anterior. O número de ordens aumentou 8% no mesmo período. Nos primeiros oito meses do ano, o valor das ordens sobre dívida privada diminuiu 49% em relação ao período homólogo, para 18.030 milhões de euros, enquanto o número de ordens cresceu 15%.
Na dívida pública, o valor das ordens subiu 158% face ao mês anterior, para 646,0 milhões de euros, enquanto o número de ordens cresceu 35%. Entre Janeiro e Agosto, o valor das ordens sobre dívida pública caiu 33% e o número de ordens subiu 72% face ao período homólogo de 2010.
Em contrapartida, no segmento accionista, o valor das ordens foi de 4.099,5 milhões de euros em Agosto, menos 1% do que em Julho, tendo o número de ordens subido 15%. Nos primeiros oito meses de 2011, o valor das ordens desceu 41% para metade face ao mesmo período do ano passado, para 32.485,7 milhões de euros e o número de ordens reduziu-se em 27%.
O BES Investimento (19,5%), o BES (11,2%) e o BPI (10,4%) tiveram as maiores quotas de mercado nas transacções sobre acções em Agosto. Na dívida (pública e privada), o BES teve a maior quota de mercado (43,1%), seguido do Intermoney Portugal (27,6%) e do BPI (13,4%).
O valor intermediado sobre instrumentos financeiros derivados caiu 5,4% face ao mês anterior, para 22,16 mil milhões de euros, tendo o número de contratos negociados descido 8,7%. Desde o início do ano, o montante intermediado caiu 61,6% face ao período homólogo, para 203,46 mil milhões de euros, enquanto o número de ordens recuou 58,3%.
O valor negociado através de contratos de futuros, o instrumento que tem maior peso no mercado de derivados (65,7% do total), desceu 11% em relação a Julho, para 14.573,56 milhões de euros. Entre Janeiro e Agosto, o valor intermediado sobre estes contratos caiu 61% em relação ao período homólogo, para 146,9 mil milhões de euros.
Em Agosto, o valor das ordens de residentes subiu 36,5% para 6.244,8 milhões de euros e o de não residentes caiu 4% para 2.912,0 milhões de euros.
Das ordens recebidas neste período, 53,5% foram executadas fora de mercado, o que representa um aumento de 61% em relação a Julho. No mesmo período, 3,8% das ordens foram internalizadas, menos 36% do que no mês anterior. Nos mercados regulamentados, 17,5% das ordens foram executadas nos mercados nacionais e 25,2% nos internacionais.
A Alemanha, a França e os Estados Unidos foram os três principais destinos das ordens executadas sobre acções fora de Portugal em Agosto, enquanto a Alemanha, o Reino Unido e o Luxemburgo lideraram na concretização de ordens sobre títulos de dívida.