Em Julho de 2009 o valor total das ordens recebidas pelos intermediários financeiros registados na CMVM caiu 0,4% para 7,82 mil milhões de euros (7,86 mil milhões de euros em Junho). O número de ordens desceu 4,2% para 302.463 (315.728 no mês anterior). O valor médio por ordem subiu para 26 mil euros.
As acções continuaram a ser o activo com maior peso no valor total das ordens (52,2%), apesar de terem registado uma queda mensal de 2,3%.Os valores das ordens sobre dívida privada e sobre warrants também registaram uma descida mensal de 6% e 0,4%, respectivamente. Em contrapartida os valores das ordens sobre dívida pública aumentaram 85% face a Junho de 2009.
O valor intermediado sobre instrumentos financeiros derivados subiu 74% face ao mês anterior, com os futuros, que representaram 73% do valor total, a registarem um acréscimo de 118%. O valor das ordens sobre CFDs aumentou 56%, em contrapartida, o das opções caiu 49%. As taxas de câmbio e as taxas de juro de curto prazo foram os activos subjacentes mais procurados em contratos de futuros.
O peso dos investidores residentes no total intermediado foi de 61% em resultado de uma subida no valor das ordens de 28,9% face a Junho. O valor intermediado pelos investidores não residentes desceu 27%.
O BES Investimento (14,5%), o BES (14,5%) e o BPI (13,7%) foram os intermediários financeiros com maior quota de mercado no valor total das ordens recebidas sobre acções. O BES liderou no segmento da dívida com 52,8% do valor intermediado, seguido pelo Intermoney Portugal SFC (20,8%) e pelo Banif (9%).
Por mercado de execução, os mercados nacionais apresentaram uma queda de 13% no valor das ordens recebidas e, em contrapartida, os mercados internacionais registaram uma subida de 9%. Os Estados Unidos, a Espanha e a França foram os países mais procurados no segmento das acções, o mesmo acontecendo com o Luxemburgo, o Reino Unido e a Alemanha nos instrumentos financeiros de dívida.
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