Em Junho de 2009 o valor total das ordens recebidas pelos intermediários financeiros registados na CMVM caiu 15,6% para 7,86 mil milhões de euros (9,31 mil milhões de euros em Maio). O número de ordens desceu 24,8% para 315.728 (419.665 no mês anterior). O valor médio por ordem subiu para 25 mil euros.
As acções continuaram a ser o activo com maior peso no valor total das ordens (53,2%), apesar de terem registado uma queda mensal de 29,3%. Em contrapartida os valores das ordens sobre dívida pública, sobre warrants e sobre dívida privada registaram acréscimos mensais, respectivamente, de 172%, 26,1% e 2%.
O valor intermediado sobre instrumentos financeiros derivados subiu 31,7% face ao mês anterior, com os futuros, que representaram 58,2% do valor total, a registarem um acréscimo de 16%. O valor das ordens sobre CFDs aumentou 54%, em contrapartida, o das opções caiu 7%. As taxas de câmbio e as taxas de juro de longo prazo foram os activos subjacentes mais procurados em contratos de futuros.
O peso dos investidores não residentes no total negociado foi de 53% em resultado de uma subida no valor das ordens de 10% face a Maio. O valor intermediado pelos investidores residentes desceu 33%.
O BES Investimento (19,4%), o BES (15,1%) e o BPI (12,9%) foram os intermediários financeiros com maior quota de mercado no valor total das ordens recebidas sobre acções. Já no segmento da dívida o BES liderou com 40,5% do valor intermediado, seguido do Banco Santander (29,3%) e da Intermoney Portugal SFC (11,1%).
Por mercado de execução, os mercados nacionais apresentaram uma queda de 36% no valor das ordens recebidas, em contrapartida, os mercados internacionais registaram uma subida de 2%. A Espanha, a França e os Estados Unidos foram os países mais procurados no segmento das acções, o mesmo acontecendo com o Luxemburgo, o Reino Unido, e os Países Baixos nos instrumentos financeiros de dívida.
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