Em Abril de 2009 o valor total das ordens por conta de outrem recebidas pelos intermediários financeiros registados na CMVM subiu 13,2% para 10,34 mil milhões de euros (9,14 mil milhões de euros em Março) e o número de ordens aumentou 13% para 377.341.
As acções continuaram a ser o activo com maior peso no valor total das ordens (57,7%).
Os valores das ordens sobre warrants e sobre dívida pública registaram uma quebra de 17,4% e 47%, respectivamente.
Já o valor das ordens sobre instrumentos financeiros derivados desceu 26,7% face a Março, com os futuros e as opções a registarem uma de quebra de 31%, 36%, respectivamente. As taxas de juro de longo prazo e as taxas de câmbio foram os activos subjacentes mais procurados em contratos de futuros.
O peso dos investidores não residentes no total intermediado subiu 16% face a Março e o valor intermediado pelos investidores residentes caiu 14,9%.
Os investidores residentes foram responsáveis por 63% do total intermediado (64% em Março) e o valor das ordens dos investidores não residentes foi de 37%.
Quanto ao tipo de investidores, o valor das ordens dos investidores institucionais subiu 13,6% e representou 74,6% do total intermediado. As ordens de investidores particulares subiram 11,9%, e passaram a representar 25,4% no total das ordens intermediadas.
O Banco Santander de Negócios Portugal (27,2%), o BES (13,1%) e o BES Investimento (9,3%) foram os intermediários financeiros com maior quota de mercado no valor total das ordens recebidas sobre acções. No segmento de dívida, o BES liderou com 55,2% do valor intermediado, seguido pela Intermoney Portugal SFC (10,3%) e pelo BPI (9,8%).
Por mercado de execução, o valor intermediado fora de mercado representou 34% do total, tendo registado uma subida mensal de 12%. Os mercados nacionais apresentaram aumentos de 24% e os mercados internacionais de 21%. Os Estados Unidos, a Espanha e a França foram os países mais procurados no segmento das acções.
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