O volume de ordens recebidas em Janeiro de 2006 pelos intermediários financeiros registados na CMVM atingiu 12,3 mil milhões de euros, mais 30% do que no mês anterior e mais 45% do que em igual período de 2005. Este aumento foi reflexo do crescimento do número de ordens recebidas (29% face ao mês anterior e 16% comparativamente com o mês homólogo) que ultrapassaram as 286 mil.
Destaca-se o aumento do peso da negociação efectuada pelos investidores não residentes (11 p.p. face ao mês anterior e 12 p.p.face a Janeiro de 2005), tendo representado cerca de 35,5% do volume global de ordens recebidas. Em volume, a negociação com origem em investidores não residentes cresceu 89% comparativamente a Dezembro e 118% face a Janeiro do ano anterior. O peso da negociação com origem em investidores institucionais residentes, no conjunto dos institucionais, recuou cerca de 14 % relativamente a Dezembro e 16% face a Janeiro de 2005.
Os investidores residentes asseguraram 65% do volume de ordens executadas, sendo que o retalho representou 26% da negociação. Os investidores não residentes mais activos foram os intermediários financeiros (16% do volume total transaccionado) e os “outros institucionais” (13%, exclui gestão de activos, seguros e fundos de pensões).
As acções representaram 60% do volume intermediado (85% do número de ordens) tendo, no entanto, sido a dívida pública o valor mobiliário que mais cresceu (79% face a Dezembro, representando 24% do volume total de ordens recebidas).
O mercado de destino mais representativo foi o nacional (42% do volume global foi canalizado para a Euronext Lisbon, valor que sobe para 67% considerando apenas o segmento accionista), representando os mercados internacionais e o OTC respectivamente 29% e 23% do volume de ordens recebidas em Janeiro de 2006 (este último fortemente concentrado no segmento de dívida).
No que toca à negociação por mercados internacionais no segmento de acções, a França revelou-se o mais representativo (11% de quota), seguida da Espanha (10%) e dos Estados Unidos (3,5%). Destacou-se, ainda, o crescimento homólogo na negociação de acções em mercados internacionais (92%) com a negociação dirigida para a França e Espanha a duplicar em volume (112% e 119 respectivamente).
Quanto à repartição da recepção de ordens por tipo de valor mobiliário e por intermediários financeiros, o BESI, a Lisbon Brokers, o Millennium BCPI, a Caixa BI e o BPI intermediaram 55% do volume total de ordens sobre acções.
A negociação no mercado de futuros decresceu em 44% considerando o número de contratos negociados e 10% em termos de volume face ao mês anterior. A quebra na negociação de futuros afectou a generalidade dos subjacentes, com excepção dos futuros sobre taxas de juro de curto prazo (crescimento de 45% face a Dezembro) e de mercadorias (163% em igual período). Mais de 89% das ordens para negociação de futuros concentraram-se em Dezembro em quatro intermediários financeiros: BPI (34% de quota), BIG (25% de quota), Intermoney (16%) e LJ Carregosa (15%), esta última com um crescimento mensal de 66% em volume e de 167% em termos homólogos.
No segmento online o volume negociado subiu 24% (918 milhões de euros). O volume intermediado através da Internet, face a Janeiro de 2005, cresceu 48%. O BIG liderou a negociação (quota de 20%), seguido do Activobank (quota de 20%) e do BCP com 16,5% de quota.
Lisboa, 16 de Fevereiro de 2006