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Recepção de Ordens

Outubro 2005

As ordens de bolsa recebidas pelos intermediários financeiros portugueses durante o mês de Outubro do corrente ano, atingiram 8,4 mil milhões de euros (uma descida de 17,5% relativamente ao mês anterior). Do volume total de ordens, 65,2% destinaram-se ao mercado português (menos 1% do que em Setembro).

Das ordens dadas para os mercados internacionais, 10,6% foram para o mercado espanhol, 5,9% para o mercado francês e 5,1% para os mercados norte-americanos.

O volume de ordens recebidas pela Internet totalizou 626 milhões de euros, o que corresponde a 7,4% do total e a um decréscimo de 5,6% face a Setembro de 2005. Destas, 95,7% foram dadas por investidores não institucionais (retalho) residentes e recaíram sobre acções.

Do número total de ordens de bolsa, os investidores residentes foram responsáveis por 89,1%, o que equivale a 67,5% do volume. Já os investidores não residentes efectuaram 10,9% do número de ordens, o que representa 32,5% do volume (mais 4,9% do que em Setembro de 2005).

Embora 74,4% do número das ordens tenham sido dadas por investidores residentes a retalho, o volume correspondente representou apenas 25,9% do total. Em contrapartida, os investidores institucionais foram responsáveis por 21,5% do total do número de ordens, sendo que o volume das respectivas ordens totalizou 72% do total.

Desde o início do ano foram dadas 1.712.906 ordens sobre acções, totalizando 45,5 mil milhões de euros, o que representa 52,1% do total. Destas ordens, 65% foram efectuadas por investidores residentes, dos quais 36% não institucionais e 29% institucionais. Realizaram-se, também, 35% de ordens por investidores não residentes (17% por intermediários financeiros).

No que respeita à repartição da recepção de ordens por tipo de valor mobiliário, o BESI, o Millennium BCPI, a Fincor e a Caixa BI intermediaram 51,1% do volume de ordens sobre acções.

No segmento de dívida, o Intermoney, o Banco Privado e a CA Dealer concentraram 69,4% do volume das ordens dadas. Já no segmento de warrants a Lisbon Brokers, o BIG e o Banco Invest receberam 44,7% do volume de ordens.

15 de Novembro de 2005