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Recepção de Ordens

Novembro 2005

As ordens de bolsa recebidas pelos intermediários financeiros portugueses durante o mês de Novembro totalizaram 9,4 mil milhões de euros (mais 16,7% do que no mês anterior). Do volume total de ordens, 57,8% destinou-se ao mercado português (menos 9,2% do que em Outubro). Em termos acumulados (entre Janeiro e Novembro), o peso das ordens destinadas ao mercado português relativamente ao total (96,1 mil milhões de euros) situou-se nos 66,5%.

Das ordens dadas para mercados internacionais, 9,5% destinaram-se ao mercado espanhol, 9,3% ao mercado francês, 5,8% ao mercado italiano e 5% aos mercados norte-americanos.

O volume de ordens recebidas pela Internet ascendeu a 657 milhões de euros, o que representa 7% do total e menos 0,7% do que em Outubro. Destas, 94% foram dadas por investidores não institucionais (retalho) residentes e recairam sobre acções.

Os investidores residentes foram responsáveis por 88,9% do número total de ordens, o que corresponde a 71,3% do volume total.

Embora 71,2% do número de ordens tenham sido dadas por investidores residentes de retalho, o volume correspondente representou apenas 22% do total. Em contrapartida, apesar de em termos de número de ordens, os investidores institucionais serem responsáveis por 24,9% do total, o volume das respectivas ordens atingiu 75,8% do total.

Entre Janeiro e Novembro, foram dadas 1,9 milhões de ordens sobre acções, totalizando 51,9 mil milhões de euros, o que representa 54% do total. A dívida pública é o segundo tipo de instrumento financeiro que movimenta maior valor de ordens, com 31 mil milhões de euros e 32,6%, seguido da dívida privada com 9 mil milhões de euros e 9,9% e dos warrants com 1,4 mil milhões de euros e 1,5%.

Quanto à repartição da recepção de ordens por tipo de valor mobiliário e por intermediários financeiross, o Millenium BCPI, BESI, a Lisbon Brokers, a Fincor e a Caixa BI intermediaram 55% do volume total de ordens sobre acções.

Lisboa, 15 de Dezembro de 2005