As ordens de bolsa recebidas pelos intermediários financeiros portugueses em Dezembro do ano transacto atingiram 9,5 mil milhões de euros, o que traduz uma variação mensal positiva de 0,5%, tendo o valor acumulado entre Janeiro e Dezembro, cifrado 107 mil milhões de euros.
Do volume total de ordens recepcionadas em Dezembro do ano passado, 61,7% destinaram-se ao mercado português, seguindo-se o francês (11,2%) e o espanhol (10,5%). Já em termos acumulados, o peso das ordens destinadas ao mercado português foi de 64,7%.
Entre Janeiro e Dezembro de 2005, o volume de ordens recebidas pela Internet ascendeu a 6.404 milhões de euros (mais 15,1% do que em igual período do ano anterior), o que representa 6% do total. Destas, 95,5% foram dadas por investidores não institucionais (retalho) residentes e recaíram sobre acções.
Os investidores residentes foram responsáveis por 87,5% do número total de ordens recepcionadas pelos intermediários financeiros portugueses em termos acumulados, o que corresponde a 72% do volume total.
Embora 71,2% do número de ordens tenham sido canalizadas por investidores residentes de retalho, o volume correspondente representou apenas 23,9% do total. Em contrapartida, o peso do volume das ordens dadas por investidores institucionais superou 73,3% do total, não obstante o número de ordens ter sido de 25,5% do total.
Das ordens recebidas em 2005, mais de 2,1 milhões de ordens foram canalizadas para acções, totalizando 59,6 mil milhões de euros, o que representa 55,6% do total. A dívida pública foi o segundo tipo de instrumento financeiro que movimentou maior valor de ordens, com 33 mil milhões de euros e 30,8%, seguido da dívida privada com 10 mil milhões de euros e 10,1% e dos warrants com 1,5 mil milhões de euros e 1,4%.
Quanto à repartição da recepção de ordens por tipo de valor mobiliário e por intermediários financeiros, o BESI, a Fincor, a Caixa BI, o Millennium BCPI e a Lisbon Brokers intermediaram 52,1% do volume total de ordens sobre acções.
Lisboa, 16 de Janeiro de 2006