As ordens de bolsa recebidas pelos intermediários financeiros portugueses durante o mês de Agosto totalizaram 6,1 mil milhões de euros (uma quebra de 14,8% relativamente ao mês anterior). Do volume total de ordens, 73,3% destinaram-se ao mercado português (mais 10,1% do que em Julho). Em termos acumulados (entre Janeiro e Agosto), o peso das ordens destinadas ao mercado português situou-se nos 69%.
Das ordens dadas para mercados internacionais, 5,9% eram destinadas ao mercado espanhol (que em Agosto superou o mercado francês), 5,8% ao mercado francês e 5% aos mercados norte-americanos.
O volume de ordens recebidas pela Internet ascendeu a 505 milhões de euros, o que representa 8,2% do total e mais 20,9% do que em Julho. Destas, 95,5% foram dadas por investidores não institucionais (retalho) residentes e recairam sobre acções.
Do número total de ordens, 86,2% foram dadas por residentes, o que corresponde a 68,2% do volume. Os investidores não residentes efectuaram 13,8% do número de ordens, correspondendo a 31,8% do volume (mais 6,4% do que em Julho).
Embora 73,3% do número de ordens tenham sido dadas por investidores residentes de retalho, o volume correspondente representou apenas 28,3% do total. Em contrapartida, apesar de em termos de número de ordens, os investidores institucionais serem responsáveis por 22,3% do total, o volume das respectivas ordens atingiu 66,5% do total.
Nos últimos 8 meses, foram dadas 1.355.906 ordens sobre acções, totalizando 34,6 mil milhões de euros, o que representa 50,4% do total. Destas, 59% foram efectuadas por investidores residentes, dos quais 37% não institucionais e 27% institucionais. 41% partiram de investidores não residentes (23% de intermediários financeiros).
Quanto à repartição da recepção de ordens por tipo de valor mobiliário, o BESI, a Fincor, o BCP Investimento, o BPI e a Lisbon Brokers intermediaram 57,4% do volume de ordens sobre acções.
No segmento da dívida, o BPP, a Intermoney, e o BSNP concentraram 72,2% do volume de ordens dadas. Já no segmento de warrants, a Lisbon Brokers, a Finanser e o BIG receberam 68,2% do volume de ordens.
15 de Setembro de 2005