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Recepção de Ordens

Maio 2008

A Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) procedeu a alterações aos Relatórios Estatísticos relativos à Actividade de Recepção de Ordens por Conta de Outrem de Janeiro a Junho de 2008, em consequência de correcções significativas efectuadas pelo Deutsche Bank ao reporte realizado ao abrigo da Instrução da CMVM nº7/2004, nas rubricas Dívida Privada e Outros Valores Mobiliários, para os meses em questão.

Recorde-se que os dados constantes nos Relatórios Estatísticos relativos à Actividade de Recepção de Ordens por Conta de Outrem resultam, salvo indicação em contrário, das informações reportadas à CMVM pelos intermediários financeiros, de acordo com a legislação em vigor.

 

 

Em Maio deste ano, o volume de ordens recebidas pelos intermediários financeiros com actividade em Portugal caiu 0,3% face ao mês anterior, para 16,96 mil milhões de euros. O número de ordens caiu 26,7% para 283.979. Em resultado, o valor médio por ordem foi de 60 mil euros (44 mil euros em Abril).

 

Entre Janeiro e Maio de 2008 o volume das ordens decresceu 7,6% face ao mesmo período do ano anterior, para 81,58 mil milhões de euros e o número de ordens subiu 12% para 1.779.817.

 

No mês de Maio o PSI-Geral caiu 2,8%.

 

A dívida privada apresentou uma subida de 47% no volume de recepção de ordens e em contrapartida registou-se uma queda de 52% na dívida pública. Acções (-13%) e Warrants (-15%) também registaram variações negativas.

 

Entre Janeiro e Maio de 2008 a dívida privada registou uma variação homóloga positiva (69%), tal como os outros valores mobiliários (+201%). No extremo oposto esteve a dívida pública (-84%). As acções (-24%) e os Warrants (-32%) também apresentaram quedas.

 

Em Maio o valor das ordens dos investidores residentes caiu 7,4% em termos mensais para 10,57 mil milhões de euros. O investidor não residente registou mais 14% para 6,38 mil milhões de euros.

 

O valor das ordens recebidas para execução nos mercados internacionais subiu 5% face ao mês anterior para 1,94 mil milhões de euros. Em sentido inverso, o mercado nacional caiu 25% para 3,84 mil milhões de euros.

 

Entre Janeiro e Maio de 2008 o modo de negociação mais utilizado foi a internalização com um peso de 36%.

 

No período em questão, a França (6,2%) e a Espanha (4,6%) foram os principais destinos das ordens sobre acções. Entre Janeiro e Maio de 2008, as duas primeiras posições foram ocupadas pelos mesmos países.

 

No mercado de dívida (pública e privada), a Alemanha (2%) e Suíça (2%) foram os destinos preferidos dos investidores.

 

O BES (17,8%), o BES Investimento (14,1%) e o Caixa BI (8,8%) foram os intermediários financeiros que receberam um maior volume de ordens nas acções.

 

No segmento da dívida as três primeiras posições foram ocupadas pelo BES (40,4%), Banco Santander de Negócios Portugal
(32,8%) e BES Investimento (6,8%).

 

No mercado de derivados o crescimento do volume de ordens recebidas foi de 3,5% face ao mês anterior para 20,8 mil milhões de euros, com os futuros a serem mais utilizados (16,1 mil milhões de euros) e a apresentarem o maior crescimento mensal (77,5%). Os activos subjacentes preferidos foram as taxas de juro de curto e longo prazo.

 

Entre Janeiro e Maio de 2008, a variação homóloga do volume de ordens sobre derivados foi de 55,5%, com a maior fatia a ser direccionada para futuros (81%).