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Estatísticas Trimestrais Sobre Gestão de Ativos - 3.º Trimestre de 2011

10 de Janeiro de 2012

O valor dos ativos sob gestão individual[1] e coletiva de carteiras em Portugal atingiu 107.816,6 milhões de euros no final do terceiro trimestre de 2011, menos 7.620,6 milhões do que no segundo trimestre e menos 21.533,5 milhões do que no período homólogo de 2010.
 
  •  Gestão Individual de Ativos

O montante dos ativos sob gestão individual caiu 7,0% face ao segundo trimestre, para um total de 59.131,5 milhões de euros no final de setembro. Em relação ao terceiro trimestre de 2010, a queda foi de 14,5%.

Os valores mobiliários cotados e as unidades de participação representaram 69,8% das aplicações, tendo o segmento de ações nacionais registado um decréscimo de 24% face ao segundo trimestre e de 19,7% em relação ao terceiro trimestre de 2010, para um total de 1.462,8 milhões de euros. Já as ações estrangeiras ascendiam a 1.529,6 milhões de euros no terceiro trimestre, menos 23,1% do que nos três meses anteriores e menos 31,5% do que no período homólogo de 2010.

As aplicações em dívida pública nacional desceram 2% em relação ao final de junho e subiram 24,0% face ao terceiro trimestre de 2010, para 8.867,9 milhões de euros. Os montantes sob gestão relativos a dívida pública estrangeira caíram 2,0% face ao trimestre anterior e 32,9% em relação ao terceiro trimestre de 2010, para 5.294,9 milhões de euros.

Portugal, Luxemburgo e Reino foram os principais alvos de investimento, apesar da queda trimestral dos montantes da carteira de gestão individual de, respetivamente, 6,0%, 2,7% e 8,1%.

A Caixagest liderava este segmento do mercado no final de setembro com uma quota de 29,4%, correspondente a 17.415 milhões de euros de ativos sob gestão, seguida da F&C Portugal (27,2%) com 16.113,4 milhões e a ESAF (13,8%) com 8.195,1 milhões.  

  • Gestão Coletiva de Carteiras

O valor gerido pelos organismos de investimento coletivo em valores mobiliários (OICVM), fundos especiais de investimento (FEI), fundos de investimento imobiliário (FII), fundos especiais de investimento imobiliário (FEII), fundos de gestão do património imobiliário e fundos de titularização de créditos (FTC) totalizou 48.685,1 milhões de euros no terceiro trimestre de 2011 (menos 6,1% do que nos três meses anteriores e menos 19,1% do que no período homólogo de 2010).

O investimento em ativos mobiliários, que engloba os OICVM e os FEI, totalizou 11.067,8 milhões de euros no final de setembro, menos 13,6% do que no segundo trimestre e menos 27,3% do que no período homólogo de 2010.

O valor das carteiras dos OICVM desceu 16,1% face ao segundo trimestre, para 6.565,2 milhões de euros. Por seu lado, os FEI caíram 9,6% para 4.502,6 milhões de euros no mesmo período. 

Nos OICVM, os fundos de poupança ações e os fundos de ações protagonizaram as maiores quedas trimestrais, ao recuarem 26,4% e 25,8%, respetivamente. Já o valor sob gestão dos fundos do mercado monetário subiu 5,8% no terceiro trimestre de 2011 face aos três meses precedentes.

O Luxemburgo, Portugal e o Reino Unido foram os principais destinos de investimento em valores mobiliários, captando, respetivamente, 31,6%, 21,0% e 11,6% do total aplicado. Em Portugal, 48,3% do valor das aplicações foram efetuadas em dívida privada, seguidas da dívida pública (26,5%) e das ações (24,9%).

A Caixagest manteve a liderança como entidade gestora com a maior quota de mercado neste segmento (22,7%), seguida da ESAF (18,5%) e da BPI Gestão de Ativos (17,2%).

No investimento em ativos imobiliários, efetuados através de FII e FEII, o valor sob gestão atingiu 11.232,7 milhões de euros, menos 0,1% do que no trimestre anterior. Nos Fundos de Gestão Património Imobiliário (FGPI) o montante sob gestão desceu 1,9% face a junho de 2011, para 739,3 milhões de euros.

A Fundimo apresentava a quota de mercado mais elevada no final do terceiro trimestre de 2011 (14,5%), seguida da ESAF (10,8%) e da Interfundos (9,6%).

Os Fundos de Titularização de Crédito (FTC) geriam 25.645,3 milhões de euros no final do terceiro trimestre de 2011, menos 5,2% do que no final de junho e menos 21,4% do que no período homólogo de 2010. Os créditos hipotecários, com um peso de 74,2% no total de investimentos, continuavam a ser o principal ativo em carteira, apesar da queda de 28,0% em relação a igual período do ano anterior para 19.037,4 milhões de euros.  

  • Comercialização de OICVM Estrangeiros

O valor sob gestão de OICVM estrangeiros referente à comercialização por entidades registadas na CMVM atingiu 589,6 milhões de euros no final de setembro de 2011, menos 24,6% do que no segundo trimestre e menos 28,7% do que no período homólogo de 2010.

O Banco Best tem a quota de mercado mais elevada (31,2%), seguido do Banco ActivoBank (16,4%) e do BCP (15,8%).
 
 



[1] A gestão individual de ativos é o conjunto de valores que pertencem a um titular considerado individualmente. Também é designada como gestão de patrimónios ou gestão de carteiras por conta de outrem.